Festival Náutico do CNH 2017

José Decq Mota apela à participação no Caldo de Peixe, evocativo de “Como tudo começou...”

Um dos momentos marcantes do Festival Naútico, organizado pelo Clube Naval da Horta (CNH), é o caldo de peixe, evocativo de “Como tudo começou...”, em 1975. Por isso, o Presidente da Direcção desta prestigiada instituição náutica faialense, José Decq Mota, faz um apelo para que, faialenses e visitantes, tomem parte neste convívio, franco e aberto, que terá lugar pelas 20h30 deste sábado, dia 5, à beira-mar, junto das instalações do Clube.

O mítico caldo de peixe assinala o arranque da Semana do Mar, há 42 anos, sendo, por isso, um símbolo do acolhimento que os faialenses tiveram e continuam a ter para com aqueles que chegam de barco ao Faial: os sempre lembrados e amigos “aventureiros” como eram inicialmente conhecidos os actuais iatistas.

Os iatistas sentem-se em casa no Faial e é por isso que participam na festa e levam muito a sério a tradição de deixar a marca da sua passagem, presságio de uma boa viagem e de que vão regressar.

Gastronomia, convívio, música e muita conversa, são ingredientes presentes nesta festa multicultural, onde todos são bem-vindos e onde os faialenses dão provas da sua hospitalidade secular.

Na origem do maior cartaz turístico do Faial e da primeira grande festa concelhia a surgir nos Açores, nos anos 70 do século passado, esteve a recepção à Regata Internacional de Veleiros Portsmouth/Horta/Portsmouth, em Agosto de 1975, o que motivou grandes festejos. Luís Gonçalves, então Presidente do Clube Naval da Horta, tomou a iniciativa de receber os velejadores. Estes festejos duraram uma semana e transformaram-se num acontecimento marcante e mobilizador de todos os faialenses. Ao que parece, tudo começou com as delícias de um caldo de peixe, o que permaneceu ao longo dos anos como arranque desta Semana e símbolo das suas raízes. Os velejadores estrangeiros gostaram da recepção e, agradecidos pela hospitalidade demonstrada, voltaram ano após ano. Curiosamente, o momento festivo mais concorrido na altura, de acordo com os relatos da imprensa local, contava com a presença de 500 pessoas! Nesse mesmo ano, realizou-se a primeira Regata do Canal, um concurso de pinturas no molhe do Doca, esculturas na areia, bem como a projecção de filmes e actuação de um grupo folclórico no Forte de Santa Cruz.

Numa primeira fase, a organização esteve a cargo do Clube Naval da Horta e da então Comissão Regional de Turismo da Horta, com o apoio da Capitania do Porto da Horta. Embora os orçamentos fossem limitados, a vontade era muita e, gradualmente, a festa foi colhendo a simpatia de velejadores regionais, nacionais e internacionais. Surgiram muitas e diversificadas actividades culturais e recreativas, prosseguindo a festa com outros contornos, chamando mais organizadores e mobilizando outros recursos.

Hoje, a Semana do Mar é um cartaz mundialmente conhecido e alicercado no Festival Náutico, um programa diversificado, abrangente, completo e cativante, que comprova a capacidade organizativa do Clube Naval da Horta e a força mobilizadora para arrastar centenas de Voluntários, que deixam as suas férias, as suas vidas pessoais e profissionais para apoiarem o Festival Náutico do CNH: o maior de Portugal e que empresta à Cidade-Mar e Capital Oceânica do Iatismo fulgores de cosmopolitismo, trazendo e levando gentes do mundo e para o mundo.

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