Apresentação da 31ª edição da “AC - RA”: “Atlantis Cup” promove os Açores como destino de Náutica de Recreio no exterior

“Vamos recomeçar por aquilo que se vinha fazendo mas com os horizontes abertos e assim determinarão os Velejadores e os Dirigentes actuais e futuros do Clube Naval da Horta (CNH) em diálogo com quem patrocina, apoia e empurra esta iniciativa”. É assim que José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, define o novo período da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” que este ano atinge a sua 31ª edição.

A Sessão destinada a fazer a Apresentação da principal Regata de Vela de Cruzeiro realizada no mar dos Açores e uma das mais importantes de Portugal, decorreu na tarde de sexta-feira, dia 8, no Salão-Bar do CNH.

Presentes estiveram a Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), que presidiu à Sessão; Filipe Porteiro, Director Regional dos Assuntos do Mar em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores; Cíntia Martins, Directora Regional do Turismo; o Vereador Filipe Menezes, em representação do Presidente da Câmara Municipal da Horta; Paulo Guerreiro, Adjunto do Capitão do Porto da Horta; Marta Matos, em representação do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS - os restantes Partidos foram igualmente convidados não tendo, porém, demonstrado disponibilidade para se fazerem representar); Luís Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia do Salão; antigos Presidentes da Direcção do CNH; os Presidentes da Assembleia-Geral e do Conselho Fiscal do CNH, respectivamente Luís Carlos Decq Mota e Luís Paulo Morais; membros do actual elenco directivo; vários Sócios; diversos Velejadores; alguns Voluntários; Colaboradores e Funcionários do CNH; elementos da Comunicação Social; e ainda outros convidados.

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O mais alto Responsável pelos destinos do Clube Naval da Horta – Entidade Organizadora desta Regata, que em 2018 completou 30 Anos de realizações – disse que “podemos voltar a aspirar ir tocando em várias ilhas dos Açores até que daqui a algum tempo se tenha tocado de novo em todas as parcelas do Arquipélago”. E sublinhou: “Estamos, de facto, num período novo desta Regata, e embora algumas coisas tenham mudado, no essencial ela mantém o mesmo espírito”.

José Decq Mota recordou que “nos últimos 3 anos, e procurando dar resposta a um desafio feito anteriormente pela actual Presidente da ALRAA, Ana Luísa Luís, os percursos da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” foram diferenciados e concebidos para que, terminado esse período, esta Regata tivesse tocado em todas as 9 ilhas dos Açores”.

“Esta é uma Regata que tem de interessar aos velejadores que valorizam a competição e aos velejadores que também valorizam a viagem em si, o convívio e uma perspectiva mais lúdica e menos competitiva”, vincou este Dirigente, lembrando que “ela tem sido organizada sempre nessas duas perspectivas”. “E penso que esta é a única forma correcta que o CNH tem de enfrentar a Organização deste importante evento náutico no sentido de poder atrair velejadores da Região, de fora da Região, nacionais, estrangeiros, os que participam com barco próprio e aqueles que, como já vem acontecendo desde há algum tempo, se organizam em tripulações e alugam barcos no mercado regional e participam na Regata. Por isso, ela tem de ser, de facto, uma Regata que possa atrair este tipo de interesses diferenciados”, notou.

“A Regata existe para ir unindo e mostrando estas 9 parcelas açorianas”

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Desde 2001, que a “Atlantis Cup” passou a contar com o Alto Patrocínio da Assembleia

Na sua intervenção, José Decq Mota – eleito em Janeiro último Presidente da Direcção do CNH pela quarta vez consecutiva – lembrou que a “Atlantis Cup” conta, desde 2001, com o Alto Patrocínio da ALRAA, razão pela qual a partir dessa data foi baptizada com o nome de “Regata da Autonomia”. E, a propósito, assinalou: “Penso que em bom momento a Assembleia Legislativa assumiu essa decisão, pois estamos a falar de uma actividade desportiva feita no mar e usando esse mar que liga um território que é separado entre si por 9 parcelas. Portanto, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, é uma Regata organizada cá, apoiada por instâncias e empresas regionais, sendo um evento náutico que tem a ver com o tempo e o sítio em que vivemos, com a natureza dominante que o mar tem e que existe para ir unindo e mostrando estas 9 parcelas a todos os que queiram nela participar”.

“Contamos com os nossos apoiantes dos anos anteriores”

Este Dirigente valorizou “muito” o apoio que o Turismo dos Açores tem concedido a um conjunto de iniciativas do CNH, entre as quais está, todos os anos, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”. Essa valorização máxima aplica-se, também, aos apoios dados pelas Câmaras Municipais dos concelhos em que a Regata faz escala. “Nunca nos faltaram, nem nos Concelhos que já receberam mais vezes esta Prova nem naquelas Ilhas que a receberam só uma vez. Todos apoiam esta iniciativa de forma diligente e interessada, recebendo bem e mostrando com gosto aquilo que são as suas ilhas, os seus concelhos, as suas terras”, sustentou.

Sempre nesta temática, José Decq Mota disse ter de enaltecer “o apoio de empresas da Região, nomeadamente da “SATA Air-Açores” no que toca ao apoio dado à Organização da Regata, que tem de se deslocar mais depressa do que os barcos e em calendários diferentes, o que só é possível recorrendo ao avião.  

Realço, igualmente, os poios dados por empresas marítimo-turisticas e por empresas de comunicações, que ajudam a que toda esta Organização, que tem alguma complexidade e que envolve meios que não são pesados mas que são necessários, designadamente meios humanos e materiais.

Queria reservar uma palavra bem especial para este Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. É um Alto Patrocínio com muito significado, na medida em que representa a ligação da Região, da existência de um sistema político que quer unir estas parcelas.

A ALRAA, e muito especial a actual Presidente, que pôs sempre um empenho muito renovado e muito forte neste Alto Patrocínio, merece, de facto, o nosso reconhecimento e o de todos os que têm participado nesta Regata.

Quero reforçar o apoio dado a esta Regata por dois tipos de entidades: os Clube Navais dos Portos por onde ela passa: foi assim no passado, é assim no presente e queremos que seja assim no futuro. Neste caso concreto, em 2019 será o Clube Naval de Vila do Porto (Santa Maria); o Clube Naval de Ponta Delgada (São Miguel); o Angra Iate Clube (Terceira) e o Clube Naval da Horta (Faial), Entidade Organizadora.

Quero dirigir uma palavra muito muito especial à “Portos dos Açores, S.A.”, pelo apoio que dá à “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, pois não se traduz somente no estacionamento nas Marinas mas em muitas outras facilidades e viabilizações práticas, por vezes difíceis, atendendo a que nessa altura ainda estamos na época alta.

Gostaria de fazer uma referência à Autoridade Marítima Nacional e à Marinha, porque também se colocam numa posição de apoio à Regata. E nesse contexto, recordo a etapa que foi às Flores, em 2016, e que era uma novidade – era mais para Oeste – quando a Zona Marítma dos Açores manteve, deste lado dos Açores, uma Corveta e foi monitorizando a evolução da Regata para no caso de ser preciso algum apoio, o que felizmente não aconteceu.

Por outro lado, queria também endereçar uma palavra aos nossos Velejadores, do Faial e de outras Ilhas, alguns do Continente que já vieram várias vezes e que transformaram esta Regata em pequenos parágrafos das suas próprias vidas desportivas, turísticas e recreativas. E alguns dos que estão nesta sala têm dezenas de participações, pelo menos duas dezenas de participações na “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”. Os Velejadores têm sido a espinha dorsal desta importante e interessante Regata.

Queria assinalar um facto: há uns anos, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” era um fenómeno regional que de volta e meia tinha uns afloramentos de nacionais e de estrangeiros. Hoje em dia, esta Regata é uma iniciativa conhecida em muito lado.

Desde  o fim de 2018 que estamos a receber pedidos de informação sobre o calendário e as ilhas a escalar, de pessoas eventualmente interessadas em participar. E há algumas pré-inscrições feitas dentro dessa linha. É com muito gosto que o CNH continua com esta árdua mas gratificante tarefa, que é organizar a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, que, tecnicamente é uma regata costeira mas que é feita no Oceano Atlântico e tem afloramentos fortes de navegação oceânica também. É uma regata “sui generis” vocacionada para quem gosta de navegar e de velejar. Para quem gosta de fazer navegação bem feita e gosta de marear o barco bem, é uma Regata interessante a esse título. Mesmo para aqueles que não são muito competitivos, é sempe uma Regata interessante. Para os que são competitivos, também é! E é com muito gosto que voltamos a organizá-la este ano.

Temos a certeza de que os nossos apoiantes destes anos todos o continuarão a ser neste ano de 2019 em moldes que permitam fazer face às exigências e custos crescentes, que este tipo de iniciativa vai tendo.

Faço um voto muito firme para que a 31ª edição da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” que vai chegar ao Faial a 4 de Agosto próximo, dia da Abertura Oficial da Semana do Mar, seja mais um sucesso dentro destes eventos que o Clube Naval da Horta organiza há muitos anos”.

“A "Atlantis Cup - Regata da Autonomia" também valoriza o convívio e o prazer de fazer Vela”

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Jorge Macedo: “Esta Regata implica sempre uma logística muito complicada”

Coube a Jorge Macedo, Director da Prova, apresentar a Regata propriamente dita, começando por afirmar que “é um evento que já tem alguma pujança”, para logo a seguir sublinhar: “Mas não nos podemos esquecer de uma coisa muito importante que não acontece em muitas regatas por aí fora, é que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” é anual e realizar esta Regata anualmente não é fácil para qualquer clube e também não o é para o CNH. Já estive como dirigente efectivo da Direcção do Clube Naval da Horta, na Secção de Vela de Cruzeiro, e também já estive muitas vezes sem ser nessas funções e posso garantir que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” implica sempre uma logística muito complicada. E isso deve-se ao facto de termos de nos deslocar de ilha para ilha, o que obriga à coordenação das viagens aéreas com as chegadas e as partidas das diferentes etapas da Regata. Toda esta logística tem sido complicada mas cumprida, não havendo até à data qualquer atropelo”.

A “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” de 2019 conta com as mesmas Classes de anos anteriores, nomeadamente ORC, ANC e OPEN. “A Classe ANC existe principalmente a pensar nos barcos do Continente. Nos Açores, temos alguns barcos – muito poucos – com essas medições contrariamente ao que se verifica no Continente português. Como tal, estamos a falar de uma Classe que foi essencialmente encaixada no nosso figurino para permitir a participação de barcos de fora.

Temos, ainda, a Classe OPEN, que é a mais concorrida e compreende-se, destinada àquelas pessoas que não gostam da competição a sério ou que têm um barco menos competitivo. E é aí que esta Regata tem, também, algum valor, privilegiando a questão do convívio e do prazer de fazer Vela e de andar à Vela”, explicou o Director de Prova da 31ª edição“Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, funções que desempenha há mais de uma década, embora esteja envolvido neste evento náutico há mais de 20 anos.

A importância dos ‘Briefing’s’

Jorge Macedo destacou a importância dos ‘Briefing’s’, por constituirem momentos fulcrais para a Organização dar as explicações e as informações que são necessárias e recolher dados sobre os próprios ‘Skippers’ no caso de ser preciso corrigir alguma eventualidade.

Velejadores têm estacionamento gratuito nas Marinas

“Em termos das Marinas, temos um patrocínio da “Portos dos Açores, S.A.”, que já tem alguns anos, em que o estacionamento das embarcações nas Marinas por onde passa a Regata é gratuito. E nesse apoio inclui-se, igualmente, o uso dos balneários”, frisou o Director de Prova.

Este ano, as Marinas envolvidas são Vila do Porto, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, e Horta. “E depois há, ainda, uma particularidade que já existe há alguns anos e que consiste no facto de 3 dias antes da largada e 3 dias depois da Prova acabar, os iates poderem usufruir destas Marinas sem pagar estacionamento”, acrescentou.

A pré-inscrição e a posterior inscrição podem ser feitas no ‘Site’ do CNH nesta ligação.

Selagem dos Motores pelos próprios velejadores 

Uma novidade implementada pela Organização em 2018 está relacionada com a Selagem dos Motores, “algo que os franceses usam, sendo eles próprios a fazerem a selagem do seu motor”.

Alguns velejadores adoptaram este sistema, “o que se revela bastante prático recorrendo aos telemóveis actuais, que permitem tirar uma fotografia da selagem do motor e enviá-la para a Organização da Prova”. “Nós fornecemos o selo e o barbante para essa selagem e depois da linha de chegada há uma equipa que vai confirmar se está tudo igual. E só pode estar, porque os selos são numerados e têm o logotipo do CNH”, nota Jorge Macedo.

Quem não quiser optar por esta modalidade, recorre a Vítor Mota, especialista nessa área e membro da Organização, Responsável pela Selegem dos Motores.

Vila do Porto/Ponta Delgada/Angra/Horta

Voltando a figurinos anteriores, o percurso de 2019 contempla as ilhas de Santa Maria, São Miguel e Terceira, finalizando, como sempre, na ilha do Faial. Assim sendo, a 1ª etapa liga Vila do Porto a Ponta Delgada numa distância aproximada de 63 milhas; a 2ª etapa será entre Ponta Delgada e Angra, sendo esta a maior estapa, numa distância aproximada de 92 milhas. A 3ª e última etapa, liga Angra do Heroísmo à Cidade da Horta, sendo a distância aproximada de 70 milhas em rumo directo. A propósito desta última perna da 31ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, Jorge Macedo explica o seguinte: “Tenho aqui indicado como sendo pelo Norte do Faial mas depois ainda vamos decidir se será assim ou não. A condição do tempo é essencial neste sentido. Vamos ver depois se as condições meteorológias assim o proporcionam, o que permitiria fazer mais umas horas de Regata e talvez de forma mais interessante, atendendo a que a última etapa é completamente técnica e o vento influencia muito. Entretanto, pelo caminho apanhamos duas ilhas quando saímos da Terceira. Há quem vá pelo Norte de São Jorge, pelo Sul do Pico é um bocado mais longe e há quem venha pelo Canal. Há essa possibilidade de fazermos o circuito pelo Norte do Faial, o que não há muito que saber. Em princípio, pelo Norte de São Jorge será a melhor solução mas não quer dizer que seja”.

O Canal Oficial de Comunicações da Regata é o 9. Sempre que entenderem, os velejadores poderão recorrer aos serviços da Estação Costeira da Cooperativa Porto de Abrigo – da qual o CNH é associado – sem qualquer custo. 

Eventos Sociais oferecidos pelas Câmaras Municipais

Como vem sendo habitual, em cada uma das etapas da Prova haverá um Evento Social oferecido pela Câmara Municipal de cada concelho envolvido. Tendo em conta o figurino traçado, este ano os Eventos Sociais estarão a cargo das autarquias de Vila do Porto, Ponta Delgada e Angra do Heroísmdo. No Faial, será realizado o Jantar de Encerramento com a Entrega de Prémios, patrocinado pela ALRAA.  

“Sail Azores” e "Hempel"

Terminada a Regata e antecedendo a Cerimónia da Entrega de Prémios, a Organização conta já com a confirmação por parte da empresa “Sailazores” da oferta de um Convívio/Beberete, visando a descontração e a confraternização entre todos os participantes.  

Novamente este ano, a “Hempel” surge com o seu Patrocínio, oferecendo aos primeiros classificados de cada Classe tinta para as embarcações.

Feita a apresentação detalhada daquilo que será a 31ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, os presentes tiveram a oportunidade de, em primeira mão, poderem visionar o Vídeo Promocional da Regata de 2019, montado por Artur Simões, Técnico de Informática do Clube Naval da Horta, que pode ser visto nesta ligação.

“A “Atlantis Cup” tem contribuído, e muito, para promover os Açores lá fora”

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Cíntia Martins, Directora Regional do Turismo: “O CNH coloca os Açores no patamar mais alto do Iatismo Internacional” 

Convidada a proferir umas palavras, Cíntia Martins, Directora Regional do Turismo, disse ser com “muito prazer” que participava na Apresentação de mais uma edição da “já tão famosa” “Atlantis Cup”, com três décadas de existência, e que se assume internamente como “o maior evento de Vela de Cruzeiro realizado nos Açores e um dos grandes momentos de animação turística da época alta das ilhas por onde passa”.

“A notoriedade internacional que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” tem conquistado ao longo das suas 30 edições tem contribuído, e muito, para promover os Açores lá fora e para projectar o Arquipélago como destino de Náutica de Recreio no exterior”, vincou a governante, que prosseguiu: “O turismo náutico, que abrange a Vela, tem sido um importante enfoque da promoção turística dos Açores na medida em que se trata de um produto que tem uma grande complementariedade com o turismo de natureza e, a este nível, o empenho dos clubes navais, com especial destaque para o da Horta, tem sido fundamental para aumentar a visibilidade que ambicionamos conquistar com o nosso destino no exterior.

Aproveito aqui para congratular o esforço e dedicação que todos os protagonistas têm dedicado à implementação da Vela, em especial ao Clube Naval da Horta, cuja tradição coloca os Açores no patamar mais alto do Iatismo Internacional, projectando além-fronteiras a nossa Região em geral e a Horta em particular e, desta forma, confirmar o nosso cosmopolismo e a nossa influência no mar e na terra. À Horta devemos o sucesso que esta actividade tem alcançado e é, pois, com grande entusiasmo, que os Açores receberão mais uma vez tão ilustre Prova”.

“A Náutica tem potencial para ser, cada vez mais, uma bandeira da maritimidade da Região”

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Filipe Porteiro: “Esta Regata promove a coesão das ilhas, o intercâmbio, o conhecimento entre os velejadores das várias ilhas e os Clubes Navais”

Filipe Porteiro, Director Regional dos Assuntos do Mar em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores, disse ser “um prazer” representar o chefe do executivo açoriano. E logo de seguida dirigiu-se ao Presidente da Direcção do CNH, caracterizando-o como “uma peça fundamental” para o Clube Naval da Horta, esperando que este Dirigente “continue com o seu dinamismo”.

“Penso que a Náutica tem potencial para ser cada vez mais uma bandeira da maritimidade da Região”, realçou Filipe Porteiro, acentuando “o prazer particular” que sentia em estar nesta Sessão por também ter – “não de forma muito regular” – participado algumas vezes nesta Regata da Autonomia, a qual, “promove a coesão das ilhas, promove o intercâmbio, o conhecimento entre os velejadores das várias ilhas (que muitas vezes estão distantes) e os Clubes Navais”. “Vejo que este é um evento em que os Clubes Navais participam de forma muito intensa e que mobiliza uma quantidade de gente que gosta da Vela e que faz com que esta Regata tenha já a sua idade – não é tão velha quanto eu – pois 30 anos é já bastante significativo”, notou.

“Não me vou repetir ao Presidente do CNH, que falou tecnicamente de uma forma tão correcta e tão emotiva e que é como ele sente este evento”, frisou o governante, acrescentando: “Apenas gostava de realçar que esta Regata promove a Náutica de Vela. E como referiu a minha colega [Directora Regional do Turismo], a Náutica é uma bandeira dos Açores e uma bandeira do Faial. No entanto, penso que ainda tem um potencial grande de crescimento. É uma das áreas da chamada – e que hoje está muito na moda – Economia do Mar, que tem, de facto, um potencial de crescimento.

Sabemos que há as limitações próprias da localização geográfica, pois estamos essencialmente numa rota de passagem. Ainda não conseguimos afirmar, com força, sermos uma rota de destino. Claro que temos as regatas todas com França e esse histórico e esse património acumulado mas que pode, na minha perspectiva e acho que na de todos aqui presentes, aumentar.

Também há algumas limitações nesse sentido, porque de Verão as Marinas das ilhas estão praticamente todas cheias e torna muitas vezes difícil promover este intercâmbio e estas rotas que se poderiam estabelecer de uma forma mais efectiva entre as ilhas”.

Mais zonas de fundeadores

Filipe Porteiro adiantou que a Direcção Regional dos Assuntos do Mar se encontra a trabalhar com as Capitanias do Porto dos Açores no âmbito do ordenamento do espaço marítimo identificando áreas potenciais que sirvam de ancoragem e que tenham todos os requisitos de segurança. “Queremos encontrar, em todas as ilhas, zonas que possam servir de fundeadores, zonas de bóias, que, de facto, potenciassem este turismo, porque os velejadores também gostam de chegar aqui e de terem alternativa à Marina. Se puderem passar 3 ou 4 dias na Baía do Varaduro, que tem um pequeno porto ou noutros, é bom”, realçou este biólogo/político, concluindo este raciocínio: “Penso que se conseguirmos efectivar esta iniciativa, vai ser um passo importante para potenciar a Náutica de Recreio na Região”.

Envolver os mais jovens na Regata 

A terminar, o Director Regional dos Assuntos do Mar, um faialense também ele ligado ao mar e ao CNH, deixou “um pequeno” desafio: “Penso que esta Regata tem dinâmica, tem 30 anos de património histórico acumulado e vê-se até pela presença das pessoas aqui, que é forte e que é uma iniciativa que está ancorada no calendário anual, com implicações para o turismo, etc. No entanto, penso que era importante envolver as camadas mais jovens. Como tal, fazia um desafio aos Clubes Navais e aos próprios velejadores no sentido de envolverem e criarem oportunidades nas próprias embarcações para que os miúdos que andam nos Optimist, nos Laser, etc, pudessem ter esta experiência de atravessarem o Arquipélago, e de terem, como disse muito bem o Sr. Presidente do CNH, uma experiência de náutica quase oceânica, embora essencialmente costeira, mas quase oceânica, que se sente verdadeiramente, porque a gente às vezes não vê a Terceira e São Miguel. Há ali um período em que estamos a navegar em mar alto. Penso que essa era uma experiência interessante e garantiria certamente o futuro desta Regata, a qual tem de se renovar e meter gente nova para estar pelo mens mais 31 anos a projectar a Náutica, o Iatismo, os desportos de mar, o nosso mar”.

“A Atlantis Cup” constitui um símbolo da Autonomia dos Açores, conquistada há 43 anos”

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Ana Luísa Luís: “Falar de actividades náuticas, de festivais náuticos e de Vela na Região Autónoma dos Açores é, naturalmente, falar no Clube Naval da Horta”

“O Sr. Presidente da Direcção do CNH qualquer dia vai deixar de nos convidar para estes discursos, porque lançamos desafios novos e um dia ele já não nos pode ouvir sempre com estes desafios”. Foi em tom de brincadeira que a faialense Ana Luísa Luís, Presidente da ALRAA, começou a sua intervenção nesta Sessão.

De seguida endereçou palavras de “apreço e reconhecimento a todos os que andam envolvidos na “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” há 30 anos, mas de forma particular aos recém-eleitos Órgãos Sociais do CNH. “Este é um Clube com mais de 7 décadas de actividade ininterrupta, graças ao empenho dos seus Sócios entusiastas que, ao longo destes anos, emprestaram de forma generosa o seu tempo e ele por ser valioso também é cada vez mais dificil de disponibilizar desta forma, evitando, assim, crises directivas e permitindo toda esta actividade do CNH ao longo destas décadas”, reforçou.

“Falar de actividades náuticas, de festivais náuticos e de Vela na Região Autónoma dos Açores é, naturalmente, falar no Clube Naval da Horta”, evidenciou Ana Luísa Luís, que prosseguiu: “Não posso, também, por isso, deixar de enaltecer aqui a disponibilidade das dezenas e dezenas de Voluntários do CNH que, de forma empenhada, têm contribuído para a sua actividade, nomedamente para o desenvolvimento desta Regata, levando, assim, mais longe o nome do Faial e dos Açores. Reitero o meu reconhecimento e desejo bons ventos ao grupo de Sócios que em Janeiro passado aceitou o desafio de comandar os próximos 2 anos. E permitam-me aqui deixar uma palavra especial de apreço ao Sr. José Decq Mota, o timoneiro desta embarcação dos últimos anos e dos próximos.

A “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, que cumpre este ano a sua 31ª edição, é muito mais do que uma prova náutica. Constitui um símbolo da Autonomia dos Açores, conquistada há 43 anos, autonomia esta que conferiu às açorianas e aos açorianos capacidade de decidir sobre o seu destino, devendo a ela, em grande parte, o progresso que a nossa Região hoje conhece.

Com o seu espaço no panorama da Vela Regional, para além da sua vertente competitiva, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”,  abraça igualmente uma vertente turística e lúdica, dando a conhecer aos atletas que nela participam e que nos visitam não só a beleza inconfundível do mar e das ilhas dos Açores mas, também, a hospitalidade das nossas gentes, a nossa gastronomia, a nossa cultura e as nossas tradições”.

“Esta Regata é também portadora desta mensagem na protecção do mar dos Açores”

Prosseguindo na sua intervenção, a Presidente da Casa da Autonomia, sedeada na Cidade da Horta, evidenciou que “este ano ao abraçar de novo as 4 ilhas que fazem parte desta prova, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, simboliza, também, união e continuará a simbolizar união, apesar de agora neste formato retomado. União através deste mar imenso, que muitas vezes coloca à prova a nossa resiliência é certo mas que nos dá alimento, riqueza, sustento, sustentabilidade, conhecimento, um mar que nos proporciona momentos de lazer e actividades desportivas e recreativas, um mar que nos dá oportunidades infinitas e que é aglutinador. Nunca divisor”. “Um mar que necessita de ser valorizado, cuidado e estimado e nesse sentido não posso deixar de referir a responsabilidade e o dever que cada um de nós tem na sua protecção”, focou Ana Luísa Luís, expressando que, “nesse contexto, esta Regata é também portadora desta mensagem na protecção do mar dos Açores”.

E garantiu: “Lançado o desafio em 2013 desta Regata ligar todas as 9 ilhas dos Açores, e que foi concluído em 2018, prometo que este ano não lanço mais desafios”. “Tal feito – avivou – ficará registado na memória de todos aqueles que participaram nas suas diversas etapas e na história do CNH. Agora é tempo agora de continuar o trabalho de promoção e divulgação da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, como principal embaixadora do mar dos Açores”.

E rematou: “Votos de sucesso para esta edição e que seja um espaço de partilha, de convívio entre visitantes e locais, de alegria e de cor na imensidaão do nosso mar.

Que os bons ventos acompanhem o CNH, os seus Colaboradores e Voluntários, os Patrocinandores e, acima de tudo, os Velejadores, que cheguem todos a bom porto”.

Regata divulgada na Bolsa de Turismo de Lisboa

Mesmo a terminar a Sessão e antes do Beberete, o Presidente da Direcção do CNH, avançou que esta sexta-feira, dia 15, decorrerá, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a Apresentação da 31ª edição da“Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, missão que estará a cargo do Director de Prova, Jorge Macedo, em conjunto com um membro da Direcção do CNH.

Mais momentos desta Sessão podem ser vistos na Galeria de Fotos.

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