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Envolver a população nas actividades do Festival Náutico, foi a tónica dominante da 3ª Tertúlia sobre a Semana do Mar



A instituição de um prémio alusivo aos 40 anos da Semana do Mar, decoração mais apelativa junto ao Clube Naval, o relato das regatas, entregas de prémios mais concorridas, voluntários com t-shirt identificativa, a existência de um programa diário descritivo de todas as actividades, merchandising próprio da Semana do Mar e a utilização dos Cruzeiros para levar pessoas a verem o decorrer das Regatas, foram algumas das propostas apresentadas neste espaço destinado a renovar a maior festa do Faial, que se pretende seja vivida mais de perto pela população.

Decorreu na noite de sexta-feira, dia 22, a terceira e última Tertúlia sobre a Semana do Mar, uma iniciativa de um grupo de cidadãos que organizou, a partir das redes sociais, o movimento “Novamente Semana do Mar”.

O local escolhido foi a Sala Patrão Manuel, na Fábrica da Baleia, em Porto Pim. Dejalme Vargas, porta-voz deste grupo, foi o primeiro apresentar ideias neste terceiro encontro, subordinado ao tema “Mar e Actividades Náuticas”.



Este interveniente começou por dizer que, “apesar de o Clube Naval da Horta (CNH) fazer um excelente trabalho na organização do maior Festival Náutico do país, a verdade é que a maior parte das iniciativas levadas a cabo não passa para o grande público”. E questionou os responsáveis pelo CNH ali presentes sobre a não realização de provas mais perto de terra.

Dejalme Vargas afirmou que, aliado ao facto de os botes baleeiros já disporem das iniciais da freguesia a que pertencem, “se houvesse um comentário em directo, atraia mais as pessoas que estão a ver a prova e, simultaneamente, os que quisessem acompanhar o relato, feito por alguém especializado”.

Este faialense queixa-se de que “mar não é só Vela”, e recorda os Jogos de Água realizados em tempos, “o que seria um motivo para trazer pessoas das freguesias”.

Mas a ideia nova alvitrada por Dejalme Vargas foi a eventual aquisição de um insuflável, para realização de jogos, orçado em 40 mil euros. Neste caso podiam ser organizadas equipas por freguesia e depois haveria uma mobilização natural de acompanhamento, e uma final disputada em plena Semana do Mar. Consciente do preço avultado desta estrutura, o porta-voz do grupo “Novamente Semana do Mar” levantou a hipótese de o mesmo ser suportado pelas várias Câmaras Municipais do Triângulo, além de um patrocínio, com a possibilidade de ser usada nas diversas festas.

Outro atractivo, é a possibilidade de se organizar uma prova de barcos pequenos a motor, ou de hovercrafts. No fundo, o que estas sugestões significam é, trazer novidades à Semana do Mar.

Relatar as Regatas
Por seu turno, António Luís disse que “o Clube Naval da Horta tem organizado, desde a primeira hora, com muito esforço, boa vontade e o melhor possível, o maior Festival Náutico do país”. Quanto ao facto de nem sempre conseguir transmitir para o público aquilo que faz, perguntou por que razão a rádio local não faz o relato de uma regata como acontece com uma prova de ciclismo ou de um jogo de futebol. E acrescentou que “houve algumas experiências relatadas que foram extraordinárias”.

Este faialense lamentou o facto de as organizações terem receio de divulgar o número de participantes, dados que não são procurados pelos jornalistas. “É importante mostrar os vencedores numa entrega de prémios pública”, salientou, frisando que “temos de partir para a espectacularidade das coisas”.

Para tanto, foi defendida a existência de um palco junto à sede do Clube Naval, o qual “deve estar devidamente decorado, de modo a chamar a atenção de quem passa”.

E quanto à realização destas Tertúlias, referiu que a ideia não é nova, pois já na década de 70, no ginásio do Liceu, estiveram em debate vários assuntos relativos à Semana do Mar, em encontros que já tinham a mesma designação.

Voluntários identificados
No entender de Paulo Gonçalves, “a parte náutica da Semana do Mar é a melhor e tem muito nível. O Clube Naval faz um trabalho fenomenal, com gente amadora. Não conheço nenhum outro lugar que faça isto desta forma”, sustentou este interveniente, realçando que “o que está a faltar é a comunicação de tudo isto”. Como tal, considera que “os voluntários deveriam estar devidamente identificados e com algo simples”, como por exemplo, uma t-shirt com a palavra ”voluntário” inscrita.

Para este faialense, é notória a falta de espaço com que se debate o Clube Naval que, “além de ter umas instalações exíguas e antigas, se encontra estrangulado em termos de espaço exterior, pelo facto de as barracas dos diferentes operadores marítimo-turísticos estarem implantadas no espaço em que estão, o que dificulta a acção do CNH e em nada dignifica a actividade destas empresas”. Como tal, ressuscitou a ideia antiga de as mesmas serem instaladas no espaço existente por debaixo do Largo do Infante, na parte que fica virada para a Marina.

No que toca à divulgação, Paulo Gonçalves afirmou que “a Regata de Botes Baleeiros, que surgiu muito depois da Regata do Canal, é transmitida pela RTP/A, e o que não passa na televisão não existe”. No seu entender, “os vencedores das regatas nem sempre são evidenciados como merecem”.

O facto de o acesso à ponta da doca estar vedado “é algo que não faz sentido pois é dali que melhor se vê a largada de uma regata”, sublinhou.

Como novidade, sugeriu a instituição de um prémio específico alusivo à Semana do Mar, evento que este ano completa 40 anos de vida (refira-se que apenas não se realizou em 1998, devido ao sismo). E nesta vertente, confessa que “se é para haver um insuflável partilhado, ficamos iguais aos outros, e lá se vai o factor inovação”.

Em termos de divulgação, disse que “seria interessante fazer uma espécie de guião, com a descrição de cada actividade, o número de participantes, o percurso, etc, numa tentativa de acompanhamento e percepção de tudo o que é realizado”.

Concurso de Vídeo e Fotografia
No sentido de motivar quem está de fora, defendeu a criação de um Concurso de Vídeo e Fotografia sobre a festa, para ser utilizado na decoração da própria festa.

Para Paulo Gonçalves, iluminação também é comunicação. E explicou: “Se não há dinheiro, baralhe-se e dê-se de novo, ou seja, aproveite-se o que existe, mas com uma disposição diferente. E se a intenção é manter tudo por causa de uma questão de marca, todas as marcas mudam de imagem ao fim de algum tempo”.

Numa tentativa de movimentar a restauração local – Cafés, Bares, Snack-Bares e outros – “a solução pode passar por uma autorização camarária no sentido de terem esplanada, e todos ficamos a ganhar”.

Divulgação feita pela RTP/A “é pobre”
Segundo Francisco Rosa, “a televisão tem um papel pobre” na Semana do Mar. “Um programa diário de 5/6 minutos não cobre o que se faz durante horas. É necessário mais tempo, a fim de possibilitar que os jornalistas possam fazer um melhor trabalho”. E defendeu que “a promoção da Semana do Mar tem de passar pela parte náutica e ser transmitida na RTP-1 e RTP-i”. Já no que diz respeito à “Atlantis Cup – Regata da Autonomia”, foi feito um maior esforço de divulgação em 2013.

O Presidente do CNH, José Decq Mota, referiu que “o Festival Náutico não é só Vela, apresentando muitas variações”. E acrescentou: “Este Festival assentou sempre num esforço organizativo colectivo, usando os materiais existentes e registando uma altíssima taxa de participação”.

No que concerne ao envolvimento da população, este dirigente recordou os Jogos de Água realizados pelo professor João Castro (pai), em que concorriam participantes das freguesias rurais. E realçou: “Isto não é Festival Náutico, é envolvimento das pessoas.

Continua-se a fazer o melhor possível, numa base de enriquecimento, qualidade e inovação”.

Antena 9 na cobertura diária
Relativamente à comunicação, José Decq Mota lembrou o trabalho feito durante todos os dias da Semana do Mar, num ano recuado, a cargo do senhor Lino que, diariamente, ia para o mar no “João Lucas” e relatava todas as actividades, com a particularidade de se ouvir no som da festa. “Parece-me que foi um sucesso”, constata este responsável. Outro aspecto bem sucedido, foi a colocação do ecrã gigante no recinto da festa, permitindo ver várias imagens do que é feito em terra e no mar.

José Decq Mota desafiou a Antena 9 a fazer uma cobertura diária do Festival Náutico e disponibilizou-se, pela parte do CNH, a colaborar em tudo o que estiver ao alcance da instituição a que preside, nomeadamente no que se prende à logística no mar. Por seu turno, o jornalista da Antena 9, Souto Gonçalves – moderador do debate – comprometeu-se publicamente a agarrar o desafio lançado.

O Presidente do CNH afirmou que “aquilo que a RTP/A faz hoje na divulgação da Semana do Mar é muito inferior ao que já fez em anos passados, quando transmitia, em directo, o decorrer das regatas, quando realizava suplementos informativos e procurava notícias por iniciativa própria”. Actualmente, e desde há anos, o que acontece é que o suplemento que vai para o ar, diariamente, é uma co-produção do Clube Naval com a RTP/A, pertencendo as imagens a este Clube. “O envolvimento público da RTP/A nesta festa é bom, mas numa base de co-produção, em que existe um jornalista e um operador de câmera contratado pelo CNH. Este é um esforço grande do Clube para que possa haver esta cobertura”, explicou. O acordo feito com a empresa “Mar de Histórias” tem possibilitado horas de divulgação da “Atlantis Cup – Regata da Autonomia” em diversos canais televisivos, “o que seria muito bom que acontecesse também no que diz respeito ao Festival Náutico”, que envolve mais de 1000 pessoas, entre praticantes, dirigentes, organizadores e voluntários.

Estender o som da festa até ao CNH
Como propostas com vista ao melhoramento da Semana do Mar, este dirigente apontou a necessidade de a zona envolvente do Clube dispor de mais iluminação pública, e de o som da festa se estender até à sede do CNH.

O decor é algo que poderá ser trabalhado, mas no que concerne às entregas de prémios, “temos de fazer experiências”, sustenta o Presidente do Clube Naval da Horta. E prossegue: “Qualquer praticante gosta de receber um prémio no palco principal, perante uma assistência de 2000 pessoas, mas se o coração da festa fica distante e as pessoas se encontram nas tascas, não resulta”.

Em relação à questão de os prémios serem entregues logo após a conclusão das provas, “é uma matéria que merece ser pensada”, afirma José Decq Mota, lembrando que, “desde sempre, que o Secretariado tem garantido a afixação, diária, dos resultados de todas as actividades”. Mas concorda que essa divulgação deve ser “mais viva”, ou seja, conseguir ir mais longe.

Elencando o vasto conjunto de modalidades que compõem o Festival Náutico, o Presidente do Clube Naval mais dinâmico do país, recordou as várias provas de Pesca (de Corrico, Fundo, de Costa Diurna e Nocturna), o Festival Internacional de Vela Ligeira, (que conta já com mobilizações da Galiza e dos EUA, e dentro da Vela, as provas destinadas às Escolinhas e aos Velhotes); o Pólo Aquático, a Natação (com as Travessias Curta e Longa), o Mergulho (provas de Apneia), Canoagem (com a realização do Campeonato Regional) e provas de Mini-Veleiros. Como novidade, este ano haverá, por indicação da Associação de Natação da Região Açores (ANARA), provas oficiais em Águas Abertas, onde participarão atletas vindos de outras ilhas.

Festival de embarcações tradicionais portuguesas
Uma pretensão pessoal deste dirigente seria ver, no Festival Náutico, embarcações tradicionais portuguesas – botes baleeiros – de outras zonas do país, e até mesmo do mundo. “Poderíamos ter um festival com embarcações dessas na Semana do Mar, e posso adiantar que as empresas de navegação são propícias a dar patrocínios nesse sentido”, sublinhou José Decq Mota, que vai mais longe, defendendo a existência de uma exposição de fotografia com explicações alusivas às mesmas.

O Presidente do CNH considera que “há muita margem para inovar”. E frisa: “Devemos dar o máximo de espectacularidade ao Festival Náutico, mas apostar na sua qualidade”.

O responsável pela Delegação da Horta da RTP/A, Roberto Morais, congratulou-se com tudo o que foi dito – ainda que nalguns casos tenham sido críticas – pois, na sua opinião, demonstra “a importância que a RTP/A tem para o Faial e para a Região”. A propósito dos “ataques”, este jornalista recordou o facto de a empresa se encontrar numa fase de reestruturação, o que se traduz em cortes, os quais se reflectem directamente na cobertura que é feita da Semana do Mar. E rematou, a propósito: “É com grande dificuldade que a RTP/A faz a cobertura do que se passa”.

“Cruzeiros” com pessoas para verem as provas
Paulo Oliveira disse que a aquilo que se vê na nossa televisão sobre as Sanjoaninas, o Santo Cristo, os Bailinhos de Carnaval ou a Maré de Agosto, “é muito mais quando comparado com a Semana do Mar”.

Com o intuito de levar a população a acompanhar o que se passa no mar, sugeriu que os Cruzeiros do Canal e das Ilhas – em desuso – possam ser utilizados para levar pessoas (locais e visitantes) a dar um passeio à volta do Monte da Guia ou até mesmo noutros trajectos.

Neste sentido, António Luís complementou a ideia, defendendo que as empresas marítimo-turísticas podiam aproveitar para fazer negócio, levando os interessados a acompanhar as grandes regatas que decorrem no mar, longe de terra.

Em termos turísticos e de divulgação da Semana do Mar, este faialense mencionou a questão do merchandising e recordou que a primeira vez que se fez t-shirt’s alusivas a esta festa, foi em 1980. “Não há sequer uma t-shirt à venda”, lastimou. Neste campo, há espaço para porta-chaves, canetas, e outros artigos.

Este antigo dirigente do CNH afirmou que “as praias não são exploradas” e sublinhou que, “além da Horta, não há nenhuma outra cidade açoriana que tenha três praias num raio de três quilómetros”: Porto Pim, Conceição e Praia do Almoxarife.

O Vice-Presidente do CNH, Jorge Macedo, gracejou ao dizer que não se pode encomendar vento do quadrante certo, para com isto explicar que as provas dentro da Baía do Monte da Guia estão fora de questão pelo facto de esta ser muito abrigada, faltando vento. Como tal, têm de ser realizadas longe de terra.

Organização: trabalho árduo
Este dirigente confessou a sua tristeza porquanto foi dito na Tertúlia anterior que o mais importante do Festival Náutico são as festas à noite, e que a Vela é um desporto de elite, garantindo que, “enquanto estiver à frente do CNH, nunca será assim”. “Muita gente não faz a mínima ideia do que custa organizar estas provas todas, que envolvem dezenas de prémios, o alojamento de imensos desportistas que vêm dos Açores, do Continente e até de outros países, alimentação e não só”. Por isso, preferia que os 40 mil euros, preço do insuflável, fossem canalizados para a organização deste Festival.

André Silva, membro da organização da Tertúlia, e defensor do insuflável, lembrou que “há incentivos regionais para apoiar a aquisição de um parque insuflável como este”. Este jovem queixou-se de as actividades náuticas contemplarem “apenas quem entra nas provas” e lamentou “não interessar nada do que vai para além da competição”. Jorge Macedo retorquiu que “é preciso gostar de Vela para se poder participar numa prova da modalidade”, e quanto a actividades fora do âmbito da competição e envolvendo a população e os visitantes, deu o exemplo dos passeios de bote baleeiro.

André Silva afirmou que “podemos não abrir a Comissão da Semana do Mar à sociedade, mas podemos envolvê-la e responsabilizá-la, convidando-a a dar sugestões num espaço criado para o efeito”, como é o caso destas Tertúlias.

“Trabalho amador do CNH tem muito valor”
Luís Botelho, Vice-Presidente da Câmara Municipal, realçou o trabalho da Antena 9 nestas Tertúlias, que constituem também um espaço de esclarecimento. Quanto ao Clube Naval da Horta, enalteceu a sua capacidade organizativa, frisando que “a mesma é elevada”, e que “o facto de serem amadores, a valoriza ainda mais”.

Este responsável camarário sabe que o CNH não tem receitas e aplaudiu o seu trabalho na angariação de apoios junto da edilidade, do governo regional e patrocinadores, já que “o dinheiro é fundamental”. E acrescentou: “Fazer bem quando há muito dinheiro, não é problema; o que é difícil é fazer bem com pouco dinheiro”. “Só quem num organizou projectos desconhece as dores de cabeça que isto acarreta, mas o que não falta ao Clube Naval é iniciativa e persistência. Portanto, se o Clube não faz, é porque mesmo não se pode”.

Luís Botelho afirmou-se “satisfeito” por ter aprendido sempre algo nas duas Tertúlias em que participou, referindo que levou novos pontos de vista.

Quanto ao novo look da iluminação, o Vice-Presidente da Câmara Municipal adiantou que já foi lançado o desafio aos Serviços Técnicos para recuperar ideias antigas, que podem passar pela âncora, roda de leme, “mas sempre com a perspectiva de inovar, se for possível”.

Écrans pela cidade
Deixou também o compromisso de haver três écrans na cidade, com possibilidade de se encontrarem junto ao aeroporto, porto, autarquia, Largo Manuel de Arriaga, ou outros espaços, descentralizando a concentração que se dava só na Marina.

José Decq Mota apelou a que alguma entidade colaborasse na organização do Concurso de Vídeo e Fotografia, cujos vencedores poderiam ser divulgados na festa de aniversário do Clube Naval da Horta, que acontece no fim de Setembro.

Relativamente a esse assunto, Luís Botelho avançou que a Câmara já se encontra a trabalhar nesse sentido, evento que deverá ser preparado conjuntamente.

O Presidente do CNH incentivou a continuidade desta iniciativa, que “representa uma possibilidade de influenciar imediatamente ou a médio prazo a Semana do Mar e não só”. Este responsável sugeriu que o grupo voltasse a reunir no mês de Outubro para se fazer o ponto da situação e “aumentar a carga de influenciar”.

A propósito de continuidade, Dejalme Vargas confessou que a ideia inicial eram 4 Tertúlias, pelo que, a ser uma realidade, a quarta deverá ser destinada à apresentação de conclusões, no sentido de ficar assente, quais são as propostas concretas que vão, efectivamente, ser realidades, nascidas no seio destes debates.

“Semana do Mar: organização, promoção, localização e público-alvo” e “Patrocínios, animação, cultura e feiras”, foram os temas abordados nas duas Tertúlias anteriores.

O porta-voz desta iniciativa popular considera-se “satisfeito” com a participação registada e as ideias lançadas, e espera que algo mude a favor de uma revitalização da Semana do Mar, pois “ficávamos todos a ganhar”.

Foto:
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