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Mariana Luís, Tomás Pó e Jorge Pires falam da sua experiência no Campeonato Nacional de Optimist, salientando que é preciso treinar mais

Os resultados do pódio não foram excelentes, mas a experiência vivida no terreno, neste caso nas águas de Portimão, foi de ouro, pois permitiu a estes velejadores do CNH perceberem o que têm de fazer no sentido de evoluírem, colocando o seu desempenho ao nível dos colegas do Continente.


Mariana Luís, Jorge Pires e Tomás Pó dizem que têm de treinar mais para evoluírem como velejadores



Os três atletas do Clube Naval da Horta (CNH): Mariana Luís, Tomás Pó e Jorge Pires, que participaram no IX Campeonato de Portugal de Juvenis de Vela Ligeira, na Classe Optimist, que decorreu de 8 a 12 do corrente, em Portimão, já regressaram ao Faial. Após esta participação, foram convidados a falar da sua experiência, onde sobressai os incentivos do treinador Duarte Araújo cujo lema é: trabalhar mais para alcançar bons resultados.

“É preciso treinar mais”



Mariana Luís começa por dizer que “foi divertido” e espera estar presente no próximo ano, em consonância com o incentivo dado pelo seu treinador, Duarte Araújo. Confessa que “foi difícil”, pelo facto de não estar habituada a frotas tão grandes, pois “havia muita gente”. As maiores dificuldades sentidas foram as alterações climatéricas (muito calor) e o facto de as regatas terem sido bastante longas.

Nas conversas mantidas com os colegas continentais houve simpatia, mas deu para notar grande desconhecimento relativamente aos Açores.

Quanto à prova em si, Mariana Luís considera que “eles têm muito mais tempo de treino do que os velejadores do CNH sendo, por isso, normal o seu desempenho”.

Como conclusão da participação no Campeonato Nacional de Optimist, esta atleta faialense entende que “a partir de agora é preciso aumentar os treinos e passar mais tempo no mar com o intuito de ganhar maior capacidade física para os próximos Nacionais”. E realça, a propósito: “Esta participação permitiu-me ver no terreno as dificuldades que tenho de enfrentar com vista a um melhor desempenho, que só é possível com mais trabalho”.

Mariana Luís participou no Nacional de Infantis, em Optimist, há três anos, mas as diferenças relativamente a este Campeonato são muitas.

“Aprendi muito com esta experiência”



Para Tomás Pó, o Campeonato correu bem, mas foi “bem mais difícil” do que era esperado tendo em conta que as expectativas pessoais apontavam para uma melhor classificação.

“Havia muitos barcos e muitas pessoas a lutarem pelo mesmo”, explica, acrescentando que não está habituado a regatas com tanta gente.

No primeiro dia havia muito vento e muita ondulação, ao ponto de ter sido cancelada uma regata. No dia seguinte, o sol veio provocar muito calor, o que também não ajudou. Se a tudo isto juntarmos o facto de as provas terem sido muito longas, atingindo mais de uma hora cada, e de terem sido realizadas somente 8 das 12 regatas previstas, temos um conjunto de factores pouco amigáveis no sentido de alcançar bons resultados. No entanto, é tudo uma questão de adaptação e a comprová-lo está o facto de no último dia este velejador do CNH já ter conseguido resultados muito bons.

Apesar de tudo isto, “o balanço é extremamente positivo porque aprendi muito e para o ano vou jogar de maneira diferente. Este ano tem de ser encarado como uma experiência de adaptação e da próxima vez será tempo de apresentar resultados”, refere Tomás Pó.

Este atleta afirma que tanto ele como os colegas foram perceber a realidade da Vela em Portugal. E esclarece: “Os velejadores do Continente levam as regatas muito a sério e não há margem para falhas, mesmo que sejam mínimas. Sabem pouco sobre a geografia açoriana, revelando grandes confusões, mas sabem muito sobre Vela e treinam praticamente todos os dias”.

Nem só de medalhas e taças se fazem vitórias, mas daquilo que se aprende. “Este Campeonato ajudou-me a perceber como devo orientar-me com muitas frotas no mar e a tomar consciência de que há muitos aspectos que têm de ser melhorados, nomeadamente os treinos – que têm de ser em maior número – e a aprendizagem de técnicas para poder evoluir. O Duarte tem vindo a dizer-nos que os treinos têm de ser mais duros para ganharmos mais resistência”, sustenta este atleta.

Tomás Pó já tinha participado no Campeonato de Portugal de Infantis em Optimist, em 2012, mas diz que não há comparação possível com o que viveu agora, em que os treinadores exigem mais e as dificuldades são outras.

“Percebi o que tenho de fazer para evoluir”



“Foi espectacular”. É esta a primeira impressão de Jorge Pires sobre um Campeonato que se afigurou “muito mais difícil” do que aquilo que era esperado. “A competição era muito alta e os velejadores muito bons”, justifica, acrescentando que o calor, a corrente (diferente) e as regatas muito longas não ajudaram.

“Tenho de concordar com o que nos tem dito o treinador Duarte quando afirma que nos falta treino, ao contrário dos colegas do Continente que treinam muito”, salienta este velejador do CNH.

Jorge Pires ficou “a ver a Vela com outros olhos” e garante que vai “trabalhar muito” para que 2015 seja recordado por bons motivos. “Aprendi muitíssimo e foi uma boa experiência para perceber o que tenho de fazer para evoluir, com a ajuda do Duarte, que é um grande treinador”, frisa este velejador faialense.


O treinador Duarte Araújo com os velejadores Tomás Pó, Mariana Luís e Jorge Pires