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Pedro Costa quer mais treino físico e aprender a andar em frota

Mais treino físico e aprender a andar em frota, são objectivos que o velejador do Clube Naval da Horta (CNH), Pedro Costa, se propõe alcançar depois de ter participado no Campeonato de Portugal de Juniores, que decorreu de 15 a 19 do corrente.
“Os resultados alcançados estão mais ou menos dentro daquilo que eram as minhas expectativas para este Campeonato, que sabia que ia ser complicado”. É este o balanço que o atleta Pedro Costa, do Clube Naval da Horta (CNH) faz à sua participação no XXC Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto 2014, que decorreu de 15 a 19 do corrente, na Ilha de Tavira.
Mesmo com melhores treinos (em maior número e mais intensidade) nos últimos tempos, este atleta adianta que “já sabia que ia ser complicado”, porque considera que “os colegas do Continente treinam muito” e que neste Campeonato se encontravam a competir “os melhores velejadores do país”. Apesar do esforço que tem vindo a ser feito no Clube Naval da Horta, Pedro Costa entende que “é preciso melhorar ainda mais”.
Este atleta aponta como grande questão o facto de, nos treinos não haver nenhum colega ao seu nível, o que faz com que tenha de treinar sozinho. “Uma vez que não tenho com quem treinar, a minha principal dificuldade é a orientação com muita gente em frota”. Por isso, sublinha que necessita de “aprender a andar em frota e de mais treino físico” (não só de mar, mas também de ginásio).
O velejador do CNH, Pedro Costa
Estabelecendo um paralelo com os colegas continentais, Pedro Costa afirma que “têm outras facilidades para treinar”. E explica: “Os atletas de um clube conseguem juntar-se com os de outro e realizam regatas de treino, o que ajuda muitíssimo”.
Este velejador afirma-se “satisfeito” com o seu desempenho, mas confessa que espera alcançar um melhor resultado no próximo ano. E frisa: “Gostava de ficar nos dez primeiros”.
Recorde-se que este atleta faialense já participou, há dois anos, no Campeonato Nacional de Optimist, “mas não há comparação com o nível de agora. Além do mais, na classe Optimist, como há vários modelos de embarcações, o atleta pode contar com a ajuda do barco, ao passo que na classe Laser os resultados são obtidos pelo desempenho do velejador”.
Em jeito de conclusão, Pedro Costa diz que “esta experiência foi importante e que aprendeu muita coisa”. À medida que o Campeonato se ia aproximando do fim, a classificação pessoal ia melhorando.
À motivação deste velejador não é alheio o apoio do treinador, Duarte Araújo, que “ficou agradado” com os resultados obtidos por Pedro Costa. Quanto ao treinador, este atleta refere que “tem sido um bom incentivo” e que sabe que vai aprender muita coisa, atendendo a que “ele já fez vela e como vem do Porto, tem perfeita noção da realidade nacional, o que é uma mais-valia”.
Pedro Costa e o treinador Duarte Araújo