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Walkiria testemunhou Protocolo de Cooperação Desportiva entre a Câmara e o Clube Naval

Manutenção Administrativa e Financeira, Encontro Internacional de Vela Ligeira, Atlantis Cup – Regata da Autonomia 2014, Regatas Internacionais, Campeonato Nacional da Classe Access e Férias Desportivas, são as actividades que integram o Protocolo de Cooperação Desportiva, assinado na manhã desta quarta-feira (dia 28), entre a Câmara Municipal e o Clube Naval, a bordo da lancha Walkiria. Este momento também serviu para reafirmar as excelentes relações que existem entre estes dois parceiros.

Não foi por acaso que a lancha Walkiria foi escolhida para testemunhar a Assinatura do Protocolo Anual de Cooperação Desportiva entre a Câmara Municipal da Horta (CMH) e o Clube Naval da Horta (CNH), que decorreu na manhã desta quarta-feira (dia 28), com as instalações do Clube como pano de fundo.



Pelo CNH estiveram presentes o Presidente da Direcção, José Decq Mota e o Vice-Presidente, Jorge Macedo, ao passo que pela Câmara, além do Presidente, José Leonardo Silva, compareceram também neste acto, o Vice-Presidente, Luís Botelho, os Vereadores Ester Pereira e Filipe Menezes, o Secretário Alberto Ferreira, que leu o Protocolo, bem como elementos do Gabinete Multimédia da edilidade.

O Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta, José Decq Mota, começou por referir a importância do acto, sublinhando que, para além do momento em causa, “a Câmara Municipal é, desde há vários anos, um parceiro primordial em todas as actividades desportivas do Clube”.


Jorge Macedo, José Decq Mota, José Leonardo Silva, Luís Botelho, Ester Pereira, Filipe Menezes e Alberto Ferreira

José Decq Mota afirmou que “é indispensável o papel que o Clube Naval da Horta desempenha na promoção de eventos locais e internacionais”. No entanto, acrescentou que há aspectos que não dependem destas duas entidades, de que é exemplo as estruturas que “têm de ser actualizadas para que se possa transformar o nosso porto num negócio ainda maior dentro da náutica de recreio”.

Relativamente à embarcação escolhida como palco deste evento, este dirigente recordou que “a lancha Walkiria trabalhou muito e bem durante vários anos no apoio à caça à baleia, vector muito importante da nossa economia, nesse tempo”.


A Assinatura do Protocolo por José Leonardo Silva e José Decq Mota

Foi por proposta de José Decq Mota que, em 1999, numa altura em que também era Presidente do CNH, que a Walkiria foi inscrita na lista de lanchas a recuperar e classificar que a Comissão do Património Baleeiro elaborou e enviou para o Governo Regional. O Clube comprou à empresa Reis & Martins, nesse mesmo ano, o bote “Maria da Conceição” e dispunha, desde 1994, do “Claudina”, propriedade da Região e cedido ao Clube Naval da Horta por protocolo.

Uma vez que a recuperação do património baleeiro – em vigor mediante o DLR 125/98/A – foi um processo lento e os meios eram reduzidos, a Câmara Municipal tomou a iniciativa de ser a financiadora da recuperação da Walkiria, tornando-se sua proprietária. E foi nesse contexto que foi celebrado um protocolo entre a edilidade e o CNH, tendo ficado estipulado que o Clube seria o responsável por operar esta lancha, tendo também sido consagradas as missões da mesma, e que são: - Apoiar a utilização do património baleeiro
- Apoiar a actividade geral do Clube, com destaque para os aspectos de segurança nos desportos náuticos
- Representar a Câmara e o Clube sempre que se afigurar necessário

O mestre da Walkiria é o sócio do CNH Vítor Mota, que tem tido a missão de mantê-la no melhor estado possível, “com muito bom trabalho à vista”.

De salientar que a Walkiria – construída em 1937, tendo sido a lancha a gasolina mais rápida de todo o Arquipélago, atingindo velocidades superiores a 15 knots – “é muito admirada pelas pessoas que visitam o Clube e a Ilha”, frisou o Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta.

Por tudo o que foi referido e que consta das páginas da nossa história marítima, José Decq Mota felicitou o Presidente da edilidade faialense pelo facto de o Protocolo Anual de Cooperação Desportiva ter sido assinado a bordo da Walkiria. E rematou: “O bom entendimento entre estas duas entidades expressa-se neste Protocolo e noutros, para bem do Faial”.


A Walkiria é conhecida como a rainha dos mares dos Açores

Clube Naval: “um parceiro sempre disponível”

Em jeito de brincadeira, mas correspondendo à verdade, o Presidente da CMH, José Leonardo Silva, antes da sua intervenção propriamente dita, lembrou: “Estamos em terreno municipal”.

Num tom mais sério, salientou que “a valorização do nosso património baleeiro é fundamental para o Faial, para o Turismo, para a actividade náutica e para nos afirmarmos como Cidade-Mar”.

Relativamente aos eventos promovidos pelo Clube e que a Autarquia irá apoiar, José Leonardo garantiu que a edilidade vai adquirir uma casa de banho para pessoas com mobilidade reduzida no âmbito da realização do Campeonato Nacional da Classe Access, que se irá realizar de 11 a 13 de Julho próximo, pela primeira vez na ilha do Faial e na Região Açores, organizado pelo Clube Naval da Horta.

O Presidente da Câmara também recordou a parceria que existe entre estas duas entidades, ao abrigo da qual a edilidade irá apoiar com 23 mil euros o Festival Náutico – o maior do país – que acontece no decorrer da Semana do Mar, também organizado pelo Clube Naval da Horta.

Ainda dentro do trabalho desportivo levado a cabo pelo Clube – “um parceiro sempre disponível” – José Leonardo destacou a carreira internacional do velejador do CNH, Rui Silveira, com quem a Câmara vai assinar um protocolo esta quinta-feira (dia 28).

Sempre no contexto da afirmação do que é nosso fora de portas, este governante adiantou que a Câmara vai colocar na Expomar (durante a Semana do Mar) um stand alusivo às Mais Belas Baías do Mundo, onde se integra a Baía da Horta. Recorde-se que a Baía da Horta é a segunda de Portugal a integrar este grupo, desde 2011. A primeira foi a de Setúbal, com quem a Horta tem uma parceria nesta área.

José Leonardo sustentou que “a boa relação existente entre a CMH e o CNH é importante para ambas as partes, mas muito mais importante para o Faial e a sua promoção”. E realçou: “Estamos a dar passos seguros no sentido de o Faial ser cada vez mais um destino náutico. O mar é fundamental, constituindo uma oportunidade para nós crescermos”.

O autarca enfatizou ainda o papel das microempresas vocacionadas para dar apoio aos iatistas na cidade da Horta, centro do mar nos Açores.

Em que se traduz este Protocolo

O presente Protocolo entra em vigor no dia a seguir à sua assinatura e termina a 31 de Dezembro próximo.

Em termos de obrigações, a Câmara fica obrigada a ceder a gestão da lancha Walkiria ao Clube Naval da Horta e a transferir 13.340 euros, distribuídos pelas seguintes actividades:

a. Manutenção Administrativa e Financeira: 350,00€ (despesa corrente)
b. Encontro Internacional de Vela Ligeira: 3.750,00€ (despesa corrente)
c. Atlantis Cup – Regata da Autonomia 2014: 1.200,00€ (despesa corrente)
d. Regatas Internacionais: 900,00 (despesa corrente)
e. Campeonato Nacional da Classe Access: 5.700,00€ (despesa corrente)
f. Férias Desportivas 2014: 1.440,00€ (despesa corrente)

Por seu turno, o Clube Naval terá de apresentar um Relatório de Execução até ao dia 30 de Setembro.

Qualquer das partes pode dissolver o presente Protocolo, desde que seja comprovado o incumprimento de alguma das suas cláusulas pela parte contrária.

O momento ficou eternizado com um passeio a bordo da Walkiria, com o Mestre Vítor Mota ao leme e com os motores a menos de meio gás, possibilitando que os fotógrafos de bordo pudessem captar momentos únicos para os arquivos.


Momento de saída para o curto passeio, em que o Mestre Vítor Mota conduziu a Walkiria e satisfez algumas curiosidades dos convidados


Fotografias de: José Macedo