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Entrevista à Directora Técnica do CNH: Uma sede nova, mais Treinadores para os escalões de formação e equipamento em número suficiente, são as necessidades apontadas por Ana Sousa

Na Entrevista de hoje, Ana Sousa, Directora Técnica do Clube Naval da Horta (CNH), fala do estado desta instituição, das suas necessidades e daquilo que seriam as condições ideais.

Licenciada em Ciências do Desporto, esta jovem faialense revela as suas ocupações profissionais diárias, sublinhando que “o trabalho no Clube Naval é aliciante”, por lidar “com muitas modalidades e todas implicarem aspectos novos e interessantes”. “Não há monotonia e aprende-se sempre coisas novas”, garante.



O acto eleitoral, marcado para 11 de Dezembro próximo, e as mudanças que vierem a ocorrer em termos directivos, é algo que não influencia o seu desempenho. “Se houver uma nova Direcção, o que poderão surgir são diferentes orientações na forma de conduzir o Clube, mas o meu trabalho mantém-se com maior ou menor volume”.

Aos 67 anos de vida, recentemente comemorados, o Clube Naval da Horta (CNH), o mais dinâmico dos Açores e que em 2011 ganhou o Prémio de Excelência Desportiva, continua a trabalhar activamente numa sede que, há muito deixou de satisfazer as necessidades. Na esperança da chegada de dias melhores, este Clube – o único da ilha do Faial – prossegue um dos seus maiores objectivos: a formação. Natação, Canoagem e Vela Ligeira são as modalidades que incluem escalões de formação, o garante da continuidade destes desportos.

Canoagem, Natação, Vela Ligeira, Vela de Cruzeiro, Mini-Veleiros, Pesca Desportiva, Botes Baleeiros, Xadrez, Pólo Aquático e Apneia (e outras actividades subaquáticas), são as Secções activas do CNH.

Ana Sousa, Directora Técnica do Clube Naval da Horta, desde o fim de 2008, dá a conhecer, em Entrevista, os meandros da actividade desta casa, actividade essa que se pauta por um trabalho intenso ao longo de todo o ano, onde o voluntariado é tónica dominante e sempre reconhecido.

Os números a seguir apresentados elucidam bem e ajudam a compreender grande parte do trabalho deste Clube. Na época que há pouco findou, a Natação contou com 128 inscritos, a Canoagem 14 e a Vela Ligeira 73. Refira-se que estes 73 incluem os velejadores Seniores (Vela para Adultos); os da Classe Access (Vela para pessoas com mobilidade reduzida) e os Infantis, os Juvenis e os Juniores da Vela Ligeira. Relativamente a esta época, a Natação conta com mais 20 inscritos. A propósito deste aumento, Ana Sousa explica: “Efectivamente, nem todos se mantêm ao longo de toda a época. A média da Natação é de 100 inscritos. Os restantes começam e depois desistem ou começam a meio do ano”.

Esta Técnica garante que “o Curso de Iniciação de Vela para Adultos vai voltar a ser uma realidade esta época” e acrescenta: “Quando houver interessados em número suficiente, o Clube abrirá um Curso de nível superior para que se possa dar continuidade ao básico”.


“A Secção de Botes Baleeiros participa activamente nas Provas e movimenta cerca de 130 pessoas”, sublinha Ana Sousa

Os praticantes de Vela de Cruzeiro são, em média 32; os de Mini-Veleiros 11 e os de Xadrez 6. Os participantes nas Provas de Pólo Aquático costumam rondar os 56 atletas, as quais acontecem anualmente por altura do Festival Náutico, no mês de Agosto. A Apneia, que tem treinos regulares ao longo do ano, mas tem uma actividade mais expressiva no Verão, engloba cerca de 13 atletas. No que diz respeito à Pesca Desportiva, há a Pesca de Costa e a Pesca de Barco, que por sua vez se divide em Pesca de Corrico e Pesca de Fundo. A média dos pescadores participantes nas Provas de Pesca de Costa anda à volta dos 13. Na Pesca de Barco, “este ano registou-se uma diminuição pelo facto de algumas embarcações não terem sido reparadas a tempo de irem para a água”, mas o número estável de barcos nestes dois Campeonatos (de Fundo e de Corrico) situa-se nos 12, com uma média de 24 participantes.

“Os Botes Baleeiros é uma Secção que envolve muita gente, movimentando anualmente entre 120 a 130 pessoas”, refere Ana Sousa, que prossegue: “Os treinos são feitos diariamente. Cada entidade que tem bote baleeiro costuma fazer um treino regular 2 vezes por semana, no mínimo; outros fazem mais se tiveram equipas de Remo e de Vela. Este pessoal costuma participar activamente nas provas. Como são muitas provas de botes, os treinos realizam-se várias vezes por semana. Uma vez que a mesma pessoa não tem disponibilidade para participar em todos os treinos e em todas as provas que estão calendarizadas, há necessidade de se irem revezando, razão pela qual surge este número, que ultrapassa a centena”. No que concerne aos Oficiais para os Botes Baleeiros, “tendo em conta que existem em número reduzido, registando-se sempre uma grande procura”, há Juntas de Freguesia que contam com mais do que um Oficial, para que eles também possam se ir revezando consoante a disponibilidade de cada um.

O Faial tem 8 botes baleeiros no activo, sendo 2 do Clube Naval da Horta (“Claudina” e “Maria da Conceição); 1 da Junta de Freguesia do Salão (“Senhora do Socorro”); 2 da Junta de Freguesia do Capelo (“São José” e “Capelinhos”); 1 da Junta de Freguesia de Castelo Branco (“Senhora de Fátima”); 1 da Junta de Freguesia da Feteira (“Senhora da Guia”) e 1 da Junta de Freguesia das Angústias (“Senhora das Angústias”).

O Campeonato da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial 2014 foi composto por 8 provas, cujo calendário foi integralmente cumprido, registando-se a participação de todos os botes da ilha. Esta Secção participou ainda em 3 provas de Botes Baleeiros do Campeonato da Ilha do Pico, tendo sido canceladas outras 2 devido ao mau tempo.

Férias Desportivas
Em Julho, decorre o Programa Férias Desportivas promovido por esta instituição, que ocupa anualmente mais de 100 crianças no Verão. Destas, 50 estão inscritas nas actividades do CNH e as restantes 60 ou mais, são inscritas por várias Juntas de Freguesia da ilha. Algumas frequentam as actividades diariamente, mas só uma parte do dia, ao passo que outras o fazem uma vez por semana.

Apoios foram cortados
“Qualquer actividade que o Clube realize no mar, é sinónimo de um grande desgaste para o material envolvido, o qual está em constante recuperação e manutenção, revelando-se, ao fim de vários anos, inviável para a prática do desporto em causa”, sublinha a Directora Técnica do CNH, acrescentando que, “ainda assim, continua a ser utilizado porque não há outro para repor e, pior do que isso, não há financiamento para novas aquisições”.

Ainda a propósito dos apoios cortados, Ana Sousa esclarece que “mesmo com essa compartipação monetária, torna-se difícil o Clube conseguir adquirir todo o equipamento necessário, uma vez que os contratos não cobrem a totalidade do montante dispendido, mas apenas uma percentagem. Sem mais receitas, torna-se impossível o Clube fazer este tipo de investimentos”.


“É preciso ver que os apoios que o Clube recebe só cobrem parte do montante necessário para aquisição de equipamento e que o mesmo é muito caro”

Mesmo assim, este ano o Clube Naval da Horta conseguiu adquirir um novo kayak, que inicialmente contou com um apoio previsto por parte da Associação de Canoagem dos Açores, o qual veio a ser retirado. “Recentemente, tivemos a notícia de que o Clube ia receber um apoio que atinge os 50% do total do valor deste equipamento, o que é uma excelente ajuda”, confessa esta Responsável.

Se falarmos das necessidades da Secção de Vela Ligeira, a situação torna-se “muito difícil”, porquanto se trata de embarcações “muito caras”, com a agravante de o Clube não dispor de financiamento. “A nível regional, vários contratos foram cancelados devido aos cortes e não temos alternativas para ir buscar esse dinheiro”, salienta a Directora Técnica do Clube Naval da Horta.

“Só se pode implementar taxas se houver condições”
Questionada sobre a implementação de medidas que possam ajudar a gerar receita capaz de minimizar os gastos com esta e outras modalidades, esta Técnica responde: “Modalidades como a Canoagem e a Vela poderão vir a pagar uma mensalidade, à semelhança do que se verifica com a Natação, mas para isso ser implementado há ainda situações que têm de ser melhoradas”.

A Natação é a única modalidade em que os alunos pagam uma mensalidade, situação que está relacionada com o histórico deste desporto, como explica esta Responsável: “Quando a Piscina Municipal abriu ao público foi estipulado que os seus utilizadores tinham de suportar uma taxa, o que faz com que o pagamento seja encarado com naturalidade”. “Além disso – sustenta Ana Sousa – os Técnicos da Secção de Natação têm sido sempre pessoas devidamente credenciadas. Portanto, não se pode exigir o pagamento das aulas numa modalidade com estas condições e fazer o mesmo noutras em que há apenas um Monitor, que não possui Cédula de Treinador nem nenhum nível de formação superior. O enquadramento técnico não é o mesmo nas diversas modalidades que têm escalões de formação, o que dificulta a implementação de uma taxa por igual. Enquanto que na Natação posso garantir a manutenção das aulas ao longo de todo o ano, na Vela Ligeira, por exemplo, já não se passa o mesmo, porque, atendendo a que neste momento apenas dispomos de um Treinador, sempre que este se ausentar por ter de acompanhar os atletas em competição, as aulas têm de ser interrompidas. Não se pode implementar um pagamento mensal sabendo de antemão que não há condições de cumprimento por parte do Clube”.

Na Vela Ligeira, no Escalão de Iniciação, há embarcações em número suficiente para todos os velejadores fazerem os treinos e as provas. Por seu turno, nos Laser e nos 420 existe um déficite de barcos para o número de velejadores que o Clube tem (o CNH possui 4 barcos na Classe Laser e 2 na Classe 420).

Em Juvenis, com o apoio da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA), o Clube cumpre a quota que pode levar a participações regionais e que neste momento é de 12 atletas.

Precisamente por não haver embarcações em número suficiente nos Escalões de Laser e de 420 – falta 1 embarcação em cada um destes escalões – o Clube não consegue atingir a quota que lhe foi atribuída que é de 5 em Laser e 3 em 420.

Sinal do esforço do Clube em encontrar novas formas de financiamento, foi a organização do Convívio para Angariação de Fundos destinados à Secção de Botes Baleeiros, que decorreu em Setembro, no âmbito do programa comemorativo dos 67 anos desta instituição. “Trata-se de uma Secção que tem avultadas despesas com o material”, explica Ana Sousa.


De acordo com Ana Sousa, “esta época a Natação conta com 140 inscritos, mas com mais Técnicos credenciados, há condições para este número ser superior”

Natação: 1 Treinador e 4 Técnicos: o ideal seria que todos fossem credenciados
Na Natação, só há um Técnico credenciado, que é Treinador de Nível 1. Há também um Estagiário (que, concluída esta fase passará a Treinador credenciado), e 2 Técnicos não credenciados.

O CNH tem 4 Núcleos de Escolinhas – 40 atletas – e 6 Núcleos de inscritos noutras Classes, que representam mais de 60 nadadores. “O ideal seria haver um técnico por núcleo”, realça esta Responsável.

Num cenário de muitos alunos, poucos Técnicos e ainda menos Treinadores, a solução que o Clube encontrou foi o desdobramento de aulas, em que o mesmo Treinador dá aulas a várias turmas, “o que acaba por condicionar o trabalho que é feito”.

Além de tudo isto, esta instituição conta, ainda, com nadadores que não podem ser inseridos em nenhum contrato-programa porque apresentam idade inferior àquilo que é a idade mínima. Referência concreta para os mais pequeninos que se encontram no Tanque de Aprendizagem, na Piscina Municipal, sob a orientação da Directora Técnica desta estrutura, Joana Leonardo.

Neste caso existe um Protocolo entre o Clube e a Piscina Municipal em que o primeiro fornece os alunos, e o segundo, o professor.

Canoagem: 1 Monitor – São necessários 2 Treinadores
Quanto a lacunas, na Canoagem são necessários mais técnicos. Esta época, além do Director da Secção, que é Treinador credenciado, apenas há 1 Monitor, “o que é manifestamente insuficiente”. Na época anterior, o Clube contou com o trabalho de um estagiário, “o que permitiu uma melhor preparação dos atletas para a Prova Regional” (anual), que decorreu na Terceira. “E a verdade é que tivemos atletas medalhados de 1º lugar, 2º e 3º lugar. Tivemos até 2 atletas medalhados em 1º lugar, nos seus escalões”, recorda esta Técnica.

Com este revés, a Canoagem está novamente à procura de, pelo menos, mais 1 Treinador.

Vela Ligeira: 1 Treinador – São necessários 2
Este ano, o Clube Naval da Horta contratou mais um Treinador para a Secção de Vela Ligeira, que veio reforçar o trabalho que vinha a ser feito por Pedro Cipriano. Com a saída deste, voltou-se a uma situação deficitária, tendo em conta o movimento desta Secção. Os Infantis, vulgarmente chamados de Escolinhas, estão a iniciar a modalidade; os Infantis, que são de aperfeiçoamento, encontram-se na transição de Escolinhas para Competição; os Juvenis que já fazem Optimist em Competição; os Juniores nas Classes de Laser e de 420 e ainda os Seniores. Com 8 turmas, esta é a Secção que necessita, com carácter de urgência, de mais técnicos, preocupação que está em cima da mesa de forma diária, assegura Ana Sousa.

“Estamos sempre à procura de Técnicos credenciados”
Instada a pronunciar-se sobre se o CNH tem capacidade para receber mais atletas, a Directora Técnica responde que “a Natação tem todas as condições para isso, pois são utilizadas as Piscinas Municipal e a da Escola Secundária Manuel de Arriaga, “que dispõem de excelentes condições”. “Isso implicaria ter mais Técnicos, o que é perfeitamente comportável, porque é a própria actividade que os suporta financeiramente”, remata.

“No que toca aos escalões de formação, andamos sempre à procura de Técnicos credenciados, porque são muito poucos em relação ao número de atletas que temos”, salienta Ana Sousa.

Os pais, de acordo com esta Responsável, “revelam interessem e acompanham as actividades dos filhos, mantendo uma boa relação com o Clube”.


“Se o Clube não tiver Técnicos credenciados não consegue candidatar-se aos contratos-programa”

O que são Técnicos credenciados?
Ana Sousa explica que “Técnico credenciado significa que tem a habilitação que é exigida legalmente, o que implica ter uma Cédula Profissional”. Quando assim é, estamos a falar de Treinadores, os quais podem ser de Nível 1, 2 ou 3. “Já tivemos licenciados em Educação Física o que, por si só, não os credencia para o cumprimento dos nossos contratos-programa. Têm de possuir especificamente a credenciação de treinadores. E depois, dependendo do Nível do Treinador, conseguimos mais ou menos dinheiro através dos contratos-programa”, afirma esta Técnica, asseverando que “toda a actividade que o Clube Naval da Horta desenvolve pode ser feita nos moldes actuais”. “Mas – esclarece – se quiser cumprir os contratos-programa para ter o financiamento que lhe é atribuído, necessita de ter Técnicos credenciados, caso contrário não consegue candidatar-se a esses programas”.

Rui Silveira: atleta de Alta Competição do CNH
Rui Silveira, praticante da Classe de Vela Laser Standard, é o único atleta do Clube Naval da Horta que detém o estatuto de Alta Competição, levando mais longe a bandeira desta instituição e da sua terra.

Em termos económicos, a Directora Técnica desta casa diz que “nem sempre esta situação é vantajosa para o Clube, mas em termos de retorno, qualquer atleta que tenha feito a sua formação de base num clube e consiga alcançar patamares elevados como o Rui, que foi, em Setembro último, o português mais bem classificado no Campeonato do Mundo das Classes Olímpicas, naturalmente que é muito positivo”. E frisa: “Isto significa que o Clube Naval da Horta lhe deu a oportunidade de iniciar a formação na modalidade desejada e ele teve a capacidade de intensificá-la na Alta Competição, nos Jogos Olímpicos, etc. É evidente que um atleta que atinge este nível revela publicamente a capacidade desse Clube para formar atletas”.

Miguel Guimarães/David Abecassis divulgam o Clube
Embora não tenham o estatuto de atletas de Alta Competição, por não fazerem da Vela a sua carreira profissional, a dupla de velejadores do CNH da Classe Snipe Miguel Guimarães/David Abecassis, também leva mais longe as cores desta instituição faialense. “Estes velejadores são a prova da acção contínua e persistente do Clube Naval da Horta e, ao mesmo tempo, funcionam como embaixadores de uma ilha voltada para o mar e para os desportos náuticos”, enfatiza Ana Sousa.

“Instalações novas, adequadas às necessidades, fazem muita falta”
Desde há vários anos que o acentuado estado de degradação da sua sede é o que mais se evidencia no Clube Naval da Horta, condicionando a actividade desta instituição. As novas instalações, de que tanto se fala, mas nada se vê de concreto, “são indispensáveis ao adequado funcionamento do Clube, não só em termos administrativos, mas sobretudo no que se refere à prática das modalidades”, sublinha a Directora Técnica, fazendo votos para que “a nova sede dê resposta às necessidades reais do Clube”. E clarifica: “Refiro-me concretamente ao desenrolar da actividade, pois, se na Canoagem é preciso levar kayaks para o mar, é imprescindível ter um acesso fácil, que evite andar no meio dos carros, com atletas a atravessar estradas, etc”.

Quanto à Secretaria, “o arquivo em papel é extenso, apesar da existência de um arquivo digital”. No entanto, as leis obrigam a que uma parte se mantenha em papel, por vários anos, o que implica o acumular de diversas pastas.

“Os armazéns onde são guardados os barcos não têm dignidade, assim como os balneários ou as casas de banho”, sustenta Ana Sousa que, neste elenco, ainda acrescenta o Bar.

“Gosto muito do que faço”
“Um trabalho aliciante, sem monotonia, pelo facto de serem muitas modalidades, sempre com situações muito diferentes”, é a forma como caracteriza aquilo que faz diariamente.

Apesar de se dizer que estamos a viver a época mais calma, Ana Sousa refere que, “em termos de actividade efectiva, é um pouco mais calma, mas há toda a questão burocrática, que envolve as candidaturas aos contratos-programa, os relatórios de actividade, o plano de actividade e, este ano, a mudança de Direcção”.

Quando lhe perguntamos se acha que a mudança do elenco directivo poderá ter influência nas funções que desempenha, responde que “pode haver orientações diferentes na forma de conduzir os destinos do Clube”, mas considera que “isso não vai alterar o trabalho”.

Ana Sousa faz parte do conjunto de 7 funcionários que ajudam a que o Clube seja aquilo que é. Destes, 5 têm contrato efectivo de trabalho e 2 estão ao abrigo de Programas financiados pelo Governo. No entender desta Responsável “são em número suficiente”. Caso haja um aumento “terão de ser repensadas as receitas do Clube”.

Actividades planeadas no início de cada época
“Normalmente”, o Plano de Actividades consagra, no início de cada época, as acções que se pretende realizar ao longo do ano. No entanto, algumas não se concretizam pelo facto de o Clube não receber o respectivo orçamento, como aconteceu este ano com o Campeonato Nacional de Big Game Fishing, que deveria ter sido realizado o mês passado; ou por factores alheios a esta instituição.

Fora disto, quando o Clube é solicitado no sentido de colaborar com alguma instituição “responde positivamente sempre que julga o evento relevante”.

Fotografias de: Cristina Silveira