Notícias
Membros da direcção do CNH para 2015-2016 explicam por que aceitaram este desafio - José Decq Mota - Presidente da Direcção
A convite do Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH), todos os membros da nova Direcção desta casa, eleitos para o biénio 2015-2016, acederam explicar as razões que os levaram a aceitar este desafio, ao mesmo tempo que partilham a sua visão sobre esta instituição. Começamos pelo Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota.
José Decq Mota - Presidente da Direcção
Funções: Representação do Clube; Coordenação Geral; Coordenação Operacional; Gestão do Pessoal; Participação em Grupos de Trabalho. Assinatura Contas Bancárias.

José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH: “Pelo que vejo e pelo que as pessoas dizem, a visibilidade que o Clube Naval da Horta tem hoje, é forte e importante”
Foto: José Macedo
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Por que razão aceitou encabeçar, uma vez mais, a Direcção do CNH?
José Decq Mota: O mandato anterior manteve uma linha evolutiva, mas introduziu modificações e transformações de funcionamento. Há processos em curso, que no essencial estão a decorrer bem, mas que não estão consolidados, de que são exemplos uma transformação muito forte na Escola de Vela e transformações praticamente em todas as Secções Desportivas, quer no que respeita ao enquadramento humano, quer nas condições materiais de funcionamento. Estamos a falar de situações que, obviamente não se consegue consolidar em 2 anos de trabalho. E, portanto, esta foi a razão principal que me levou a estar disponível.
Disse sempre que se houvesse alguém da Direcção anterior que estivesse disponível para transitar comigo, eu continuaria, o que aconteceu com o Jorge Macedo e a Olga Marques. Sem ninguém da anterior Direcção não, porque era uma equipa e essa equipa e o seu espírito têm de ser representados neste esforço continuado.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Já fez parte de outras direcções.
José Decq Mota: A primeira vez que integrei os Corpos Gerentes do Clube Naval da Horta foi em 1979, em que fui Vogal da Direcção de Vítor Azevedo, entre 1979 e 1981. Depois, em Novembro de 1996, fui eleito Presidente da Direcção e mantive-me 2 mandatos consecutivos, mais um curto espaço de tempo, porque na altura houve alguma dificuldade em fazer a Assembleia-Geral e fiquei até Abril de 2001. E a 3 de Dezembro de 2012 voltei a ser Presidente da Direcção do CNH.
Entretanto, desde a criação do Conselho Geral pelos Estatutos, salvo erro em 1985, fui membro do Conselho Geral até ser Presidente da Direcção em 1996.
De 2001 a 2003 não fui membro do Conselho Geral, mas de 2003 até voltar a ser Presidente da Direcção fui também membro do Conselho Geral. Friso isto apenas para enfatizar que, mesmo nos períodos em que não estive em Direcções, mantive sempre uma ligação ao Clube.
De 1985/1986 até 1999 fui praticante activo de Vela de Cruzeiro. Participava em todas as regatas que podia, e nos anos de 2000 não tive uma participação tão intensa, mas participava de forma regular em várias embarcações. Tinha uma ligação desportiva e do ponto de vista da vivência associativa e participava no Conselho Geral do CNH.
A minha ligação ao Clube Naval da Horta é anterior e é por isso que sou de facto, pela numeração actual, o sócio nº 28, porque me inscrevi quando tinha 17 anos, e mesmo nos anos em que estive ausente do Faial, que foram cerca de 10, a minha mãe manteve sempre o pagamento da minha quota e da de meu irmão Luís Carlos, que é o sócio nº 9.
Sou sócio há muitos anos e já estou naquele grupo restrito dos antigos!
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Conhece muito bem o CNH. Acha importante a actividade que esta instituição desenvolve?
José Decq Mota: O CNH é um clube que faz o que está ao seu alcance para promover de forma múltipla a nossa ligação ao mar e o aproveitamento do mar em muitos aspectos. É evidente que aquilo que salta mais à vista é a promoção dos desportos náuticos. Fazemo-lo com intensidade, usando os meios próprios do Clube e organizando desportivamente as provas em que os meios são dos sócios, de que são exemplos a Pesca Desportiva de Barco ou a Vela de Cruzeiro, em que são utilizadas as embarcações dos associados.
Esta promoção dos desportos náuticos, a sua organização, as exigências competitivas, as questões da formação, etc, constituem uma linha fundamental para o Clube. Mas há uma outra, que é a promoção dos Açores e do Faial enquanto destino e escala náutica, e enquanto região privilegiada para a realização de provas náuticas, incluindo de Alta Competição à Vela.
O nosso envolvimento na organização de regatas internacionais, quer seja de natureza mais turística, quer seja de natureza mais competitiva, significa que CNH tem uma ligação muito forte a este tipo de regatas. Em anos anteriores enfatizou-se a ligação às regatas de competição de alto nível, nomeadamente as dos 6,5 metros, a dos 40 pés e a que se realizou pela primeira vez em Setembro de 2014 – proveniente de Lorient – da Classe Fígaro. Estamos a falar de regatas competitivas e que até contam para as provas oficiais dos países que as promovem. O contributo dado pelo CNH, a par de outras entidades, para a promoção dos Açores, e em especial da Horta como local apropriado a estas competições – com todo o retorno imediato que isso tem no plano turístico, num certo turismo especializado, mas que é importantíssimo ser promovido – é fulcral.
Por outro lado, a presença do Clube Naval na Marina da Horta, que é uma grande marina de escala, com mais de 1000 barcos por ano, é também, por si só, importante e damos atenção a isto.
De resto, o CNH dá ainda muitos contributos no plano desportivo e social, pela forma como organiza e pela abertura que tem, e dou o exemplo do Programa “Férias Desportivas” que realizamos anualmente no mês de Julho. Há anos foi entendido, e bem, aumentar a abrangência dos destinatários, mediante as condições materiais existentes. Por vezes, esse número ultrapassa as 100 crianças, o que é de facto abrangente. Organizamos isto de duas maneiras: para metade desse número, as inscrições são feitas pelo CNH e pela outra metade são as Juntas de Freguesia que têm manifestado o seu interesse neste Programa. Isto reflecte a preocupação do CNH de também criar condições para que o conjunto da população possa usufruir destas situações.
O mesmo se passa com o Protocolo que temos com as Juntas de Freguesia que detêm património baleeiro (botes). Esse protocolo atribui ao CNH a responsabilidade técnica de enquadrar o funcionamento da utilização desportiva desse património. E fazemo-lo com rigor e em perfeita coordenação com as Juntas de Freguesia. E isto tem uma consequência muito positiva, que é o facto de muitas pessoas, de diferentes profissões, do meio rural e do meio urbano, puderem utilizar os botes para fins desportivos e que de outra maneira não se conseguiria este grau de dinamização e mobilização que se tem verificado.
Penso que esta preocupação também está bem presente na vida e na orientação que o CNH tem tido e continuará a ter nos tempos mais próximos.
O Clube Naval da Horta é reconhecido hoje nesta terra como uma instituição importante nestas vertentes todas, bem como na presença que tem fora de portas e naquilo que ajuda a gerar em termos da actividade no Faial e no Porto da Horta, como um dos grandes portos europeus da náutica de recreio internacional.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Acha que a actividade do Clube é conhecida dos faialenses? O que se poderia fazer mais nesse sentido?
José Decq Mota: Penso que a população no seu todo não estará por dentro de tudo o que o Clube faz, mas actualmente há um grau de reconhecimento maior da actividade que esta instituição promove e desenvolve.
Na minha opinião, aquilo que se poderia fazer em termos de divulgação está a ser feito com a existência do Gabinete de Imprensa do CNH, com a sensibilização dos meios de Comunicação Social através do envio frequentíssimo de muita informação e com a criação desta ligação entre aquilo que se faz e que é divulgado. Não há muitos anos, a capacidade de comunicação do Clube com as pessoas era muito menor do que é hoje e, muitas vezes, dependia de um ou outro director que pudesse ter mais jeito, motivação ou vocação para escrever uma notícia. Entendo que, do ponto de vista da novidade que são as redes sociais, estamos bem instalados. É altamente motivador o número de visitantes que o nosso site tem, assim como outras publicações electrónicas. É altamente motivador ver as pessoas que vêm fazer a Atlantis Cup, oriundas do Continente português ou de outras paragens, imediatamente depois de conhecerem o Clube, pedirem para serem subscritores das “newsletter” do CNH, e vão com frequência ao site.
Actualmente, registamos com muita regularidade, o que não acontecia até há algum tempo, referências importantes de pessoas exteriores que passam e que visitam o Clube Naval da Horta. Temos recebido a visita de membros de outros clubes, nacionais e estrangeiros, que apresentam cumprimentos e deixam cartões, havendo a troca de lembranças, e temos recebido pedidos para estabelecermos Protocolos de Cooperação com clubes navais de fora. Dou como exemplo o Protocolo assinado em Agosto de 2014 com o Clube Naval do Funchal, Madeira, e este ano vamos assinar com o Clube Naval de Cascais, havendo outros na forja. Estes protocolos visam dar apoio aos sócios e velejadores desses clubes que passam pela Horta, tal como acontecerá com os nossos quando passarem por esses locais.
Em termos da nossa terra propriamente dita, pelo que vejo e pelo que as pessoas dizem, a visibilidade que o Clube Naval da Horta tem hoje, é forte e importante.
O relacionamento com as instituições envolvidas na administração portuária e na vida do concelho, referência directa para a Portos dos Açores S.A., Autoridade Marítima, Câmara Municipal da Horta, e até mesmo outras, como a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, e departamentos governamentais, associações de outro género, como o Observatório dos Mar dos Açores (OMA), a Associações de Pescadores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA), com as quais temos um relacionamento, a maior parte das vezes intenso, é uma colaboração importante e não dispensável tanto para nós como para todos estes parceiros.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quais as suas expectativas para este mandato?
José Decq Mota: É um mandato claramente de continuidade e foi nessa base que nós os 3 (eu, o Jorge Macedo e a Olga Marques), fomos construindo a lista e conversando com as pessoas. O que está em causa é necessariamente uma linha de consolidação do que tem sido feito, mas de evolução e de aprofundamento, porque há condições que se vão alterando. Dou alguns exemplos. Neste mandato, além de todos os processos que estão em cima da mesa, temos de começar a olhar para questões organizativas do quadro profissional e do conjunto de pessoas que prestam serviços regulares remunerados ao Clube, tanto no que diz respeito às condições daquilo que é feito, como às formas organizativas em que isso é feito. E posso adiantar que está já a ser produzido um conjunto de ideias nesse sentido. Estas coisas não podem ser feitas de forma precipitada nem a passo de caracol. Temos de valorizar, e valorizamos muito, o trabalho voluntário, mas precisamos de ter todas as condições para que aquilo que é o trabalho voluntário – essencial para a organização de provas, mesmo provas de pequena dimensão, como são as locais, que envolvem muitos voluntários para montar percursos, integrar comissões de regata, etc – possa ser potenciado com uma boa inter-ligação com o quadro profissional do Clube, que é pequeno, mas ainda assim muito maior do que num passado recente. E essa questão essencial é uma preocupação deste elenco directivo.
A outra preocupação tem a ver com o património do Clube e com o facto de termos embarcações e equipamento que, nalguns casos, tem de ser substituído. Estou a falar de uma preocupação séria, na medida em que os programas de apoio estão fechados. Nesta actividade, desde os anos 80 que tem havido programas oficiais e associativos de apoio (quando falo em associativos, refiro-me àqueles que correm pela Associação Regional de Vela dos Açores: ARVA, pela Associação Regional de Canoagem dos Açores: ARCA ou pelas respectivas Federações) que permitiam comprar equipamento novo ou semi-novo. É verdade que o CNH tinha de pagar uma parte, mas o apoio recebido ao abrigo desses programas era muito grande. O facto de esses programas se encontrarem suspensos cria uma dificuldade acrescida, porque a aquisição destas embarcações de Vela Ligeira, de Canoagem ou equipamentos para a Natação, a preços de catálogo, é incomportável.
Sustivemos, para já, uma degradação, fazendo nos últimos 2 anos uma reparação muito vasta de material que, praticamente estava posto de lado. Hoje temos, em termos de formação, material para as necessidades actuais e para as dos próximos anos, mas no que toca à competição, estamos a ficar mal, porque o material que era de competição, mesmo gasto continua a ser válido para a formação mas já tem muita dificuldade em ser usado na competição. Esta é outra questão que no presente mandato nunca será resolvida integralmente, mas terá de ter soluções parciais. Pedi às pessoas que trabalham directamente com a Vela Ligeira e com a Canoagem que façam a lista de prioridades de material a adquirir para manter a formação, e material considerado muito útil para a competição para que, em função dos recursos que formos tendo e dos apoios que possamos ter, inclusivamente patrocínios, irmos fazendo algum reequipamento, que não será muito vasto, mas pode ser o suficiente para equilibrar as coisas.
As actuais instalações condicionam o desenvolvimento da actividade do CNH
Foto: Cristina Silveira
Outra grande questão que pesa sobre o Clube e que já pesou sobre várias Direcções anteriores, prende-se com a necessidade de instalações novas. É uma questão que tem de ser resolvida sob pena de, dentro de algum tempo, criar situações muito sérias. A nova sede é uma afirmação feita há muitos anos pelas entidades governamentais dos Açores. O edifício sede do CNH é propriedade da Região Autónoma dos Açores, sendo gerido pela empresa Portos dos Açores S.A. Uma parte foi entregue ao Clube em 1989 e a restante em 1990. Mas o edifício está degradado e não tem as condições mínimas exigidas, tanto em termos de espaço como de apetrechamento. Tendo competição em modalidades desportivas como Vela Ligeira, Canoagem, Natação e Remo, não faz sentido não dispormos de um pequeno ginásio.
Lembro-me que, após o sismo de 1998 – numa altura em que eu estava na Direcção de 1999 a 2000 – se realizaram as primeiras reuniões com a Junta Autónoma do Porto da Horta, que era a autoridade portuária, no sentido de se começar a estudar a remodelação deste edifício. Nessa altura, a Direcção apresentou uma memória descritiva com alguns esboços sobre o aproveitamento deste edifício e as modificações que se poderiam fazer. É um projecto que arranca em 2000/2001, sempre com a afirmação de que era para ser uma realidade.
Neste momento, o ponto da situação é o seguinte: existe projecto de arquitectura, projecto de especialidade e projecto de execução. Está tudo em condições de ser posto a concurso público para a obra arrancar. Por isso, neste mandato vamos fazer alguma insistência junto do Governo Regional dos Açores e das entidades competentes para que esta situação possa ter um encaminhamento sob pena de haver uma penalização muito forte para o Clube Naval da Horta e para o Faial.
Naturalmente que as obras farão com que tenhamos de funcionar numa sede provisória. Embora não queira revelar espaços, posso adiantar com segurança que o CNH tem condições para trabalhar numa sede social próxima da actual, dispondo de um armazém provisório.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Gente jovem e elementos femininos eram objectivos a concretizar neste novo elenco, o que são realidades. Foi fácil consegui-los?
José Decq Mota: Sim. Esses eram dois dos objectivos traçados, mas havia um outro que era conseguir uma certa diversificação de áreas, para que não houvesse muitos directores ligados a uma modalidade concreta e depois em momentos de grande intensidade de actividade nessa modalidade criasse um desequilíbrio em relação às outras. Também conseguimos essa diversificação.
Gostava de dizer que está mais do que difundida a ideia de que hoje é muito difícil encontrar pessoas para integrar órgãos directivos de instituições deste género. Admito que, por vezes, as pessoas tenham dificuldade em criar condições na sua vida para aceitar um lugar destes; acredito que algumas tenham dificuldade em estar muito tempo nas mesmas funções, por exemplo, mais do que um mandato, mas no que concerne ao Clube Naval da Horta a realidade não me mostra que não há pessoas com disponibilidade para integrar os Corpos Gerentes.
Penso que essa dificuldade possa ser uma realidade no sentido de encabeçar listas ou cargos de coordenação, mas relativamente aos convites feitos, percebi que se os Estatutos do CNH previssem uma Direcção com um maior número de elementos, teria conseguido isso sem problemas. Quanto a indisponibilidades, verificam-se quando as pessoas já se encontram no movimento associativo, exercendo funções similares noutra instituição.
Naturalmente que bastantes elementos da actual Direcção poderão chegar ao fim deste mandato e não estarem disponíveis para continuar, porque este trabalho voluntário retira muito tempo à vida de cada um.
Esta Direcção tomou posse muito recentemente – dia 12 deste mês – e eu estava com alguma preocupação/curiosidade de ver como decorreria na prática este processo de cada um ir assumindo as suas responsabilidades. Mas devo dizer que estou muito satisfeito, porque está a ser feito com um dinamismo muito grande por parte dos próprios, o que quer dizer que estão perfeitamente inseridos.
Este mandato está a decorrer muito bem e com entusiasmo, tal como aconteceu há 2 anos com a equipa que na altura me convidou para Presidente da Direcção.
Os membros da anterior Direcção, bem conhecidos, e alguns ligados ao CNH desde miúdos, embora na sua maioria não se tenham mostrado disponíveis para fazer um segundo mandato por razões várias da sua vida, são pessoas que estão claramente disponíveis para continuar a ter aquele trabalho de voluntário nas diferentes provas e eventos e isso já está a ser uma realidade. Quero realçar que não há processos de ruptura. O que há são pessoas que, despendendo menos tempo, continuam a colaborar com o CNH.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Considera importante a componente do voluntariado?
José Decq Mota: Na Direcção não há pessoas remuneradas e procura-se trabalhar em articulação com os sócios do CNH para dar apoio a muitas das actividades do Clube, tratando-se de trabalho voluntário. No entanto, há áreas em que temos forçosamente de contratar pessoas, cujo trabalho é remunerado, porque estamos a falar de serviço profissional como é o caso de formadores, treinadores, monitores, coordenadores, e isso envolve 9 pessoas no CNH.
É importante manter esta clareza e separação entre o que é voluntário e o que é remunerado.
É fundamental manter uma boa integração entre aquilo que é o quadro profissional e o corpo de voluntários, evitando atritos e choques, potenciando uma capacidade ímpar, que não é muito fácil de conseguir. Ficaria muito feliz se a referência por esses clubes navais adiante fosse esta que vivemos, mas não é. Temos, de facto, uma situação boa no Clube Naval da Horta pois, se todo aquele trabalho de apoio que o CNH presta a regatas internacionais, Festival Náutico da Semana do Mar, organização de eventos nacionais de várias modalidades, e outros, tivesse de ser numa organização pagando todos estes serviços, não se fazia nada. Muitas vezes temos de fazer ginástica para conciliar vários aspectos.
É importante que o CNH continue a ser, e é desde 1997, distribuidor de combustível na Marina, pois esta actividade além de gerar algum rendimento, permite-nos em todos esses eventos ter combustível a um preço mais barato. O facto de sermos distribuidores faz com que o nosso auto-consumo seja feito em moldes muito mais em conta do que se tivéssemos de adquirir o combustível a um vendedor, o que é muito importante para conseguirmos gerir toda a actividade que temos, incluindo a vertente do apoio que é dado pelo CNH.