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Membros da direcção do CNH para 2015-2016 explicam por que aceitaram este desafio - Olga Marques - Vice-Presidente

Olga Marques - Vice-Presidente

Funções: Natação; Grupo de Trabalho da Vela Ligeira; Substituição do Presidente. Assinatura de Contas Bancárias.

 

Olga Marques por Cristina Silveira 2015
Este é o segundo mandato consecutivo de Olga Marques que, por se ter envolvido de corpo e alma, tem agora responsabilidades acrescidas

Fotografia de: Cristina Silveira

 

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Por que razão aceitou o convite para fazer parte desta Direcção?
Olga Marques: Aceitei o convite porque, como já tinha pertencido à anterior Direcção, achei que tinha todo o interesse haver um trabalho de continuidade, no sentido da consolidação de alguns projectos em curso. Num mandato de 2 anos, o primeiro é para o grupo se adaptar e o segundo para começar a concretizar. E foi o que aconteceu. Não foi possível fazer tudo o que tínhamos projectado e, assim sendo, pensou-se em mais 2 anos para a consolidação. Foi por isso que eu aceitei, conjuntamente com o Presidente e o Vice-Presidente, Jorge Macedo, fazer uma segunda volta. Concordamos todos que, por este prisma, o ideal seria mandatos de 3 anos para se conseguir adaptar, implementar e consolidar. Aliás, esta questão vai constar de uma proposta de alteração aos Estatutos no âmbito da revisão que está prevista.
Concretizámos alguns projectos, mas começámos outros e gostávamos de concluir estes que ficaram a meio. Exemplo disso é a Natação que estava a precisar de um trabalho de fundo e foi por essa modalidade que eu aceitei trabalhar no primeiro mandato e vou continuar neste segundo, uma vez que não consegui concretizar todas essas alterações. Além da Natação, envolvi-me também noutras Secções, porque gosto de desporto em geral, e achei que era necessário concretizar projectos iniciados, e como nesta fase tenho tempo disponível, ficou a vontade de continuar.
Fiquei um bocadinho triste pelo facto de a equipa anterior não se ter mantido na totalidade, pois gostava daquele grupo de trabalho, no qual se criaram laços de amizade ao longo dos últimos 2 anos. Naturalmente que também gosto muito deste elenco, mas se não tivesse transitado ninguém da equipa anterior, não teria aceitado, pois considero importante que haja ligação entre o que se fez e o que se está a fazer. Actualmente, contamos com pessoas muito válidas e novas em termos de idade, o que é muito importante para ver se vão começando a conhecer a casa, no sentido de um dia assumirem as rédeas.  

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Já fez parte de outras direcções.
Olga Marques: No Clube Naval da Horta integrei a Direcção anterior, mas também já pertenci a elencos directivos noutras instituições. Estou por dentro do espírito de voluntariado.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Conhece bem o CNH. Acha importante a actividade que esta instituição desenvolve?
Olga Marques: Conheço e acho importantíssima a actividade que esta instituição promove e desenvolve, sobretudo na vertente desportiva, algo fundamental para a formação das camadas infantis e juvenis. Temos uma ligação muito forte com o mar e há que aproveitar este privilégio para dinamizar actividades, contribuir para o desenvolvimento dos mais novos e não só, adoptar estilos de vida saudáveis, potenciar recursos existentes e divulgar a ilha. O mar é um manancial em diversas vertentes. Há que saber explorá-las e aproveitá-las em prol da comunidade, do seu crescimento, da sua riqueza e projecção.
A maior parte das pessoas não se apercebe disto, mas a verdade é que o Clube proporciona imensas actividades e modalidades completamente gratuitas que, em muitos outros locais são pagas. Em Lisboa, por exemplo, os interessados fazem quilómetros, além de custear o seu próprio material e pagar a mensalidade.
O CNH é uma escola, uma casa de formação, de pedagogia, de intercâmbios, de troca de experiências, de enriquecimento pessoal e colectivo. Por isso, há que valorizá-lo e acarinhá-lo, pois assume um papel de charneira no meio onde está implementado. E está sempre disponível para colaborar e apoiar na medida das suas possibilidades.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Acha que a actividade do Clube é conhecida dos faialenses? O que se poderia fazer mais nesse sentido?
Olga Marques: Cada vez é mais. Há alguns anos, notava-se que a ligação ao Clube passava por famílias, que iam transmitindo isso de geração em geração. Mas desde há algum tempo que houve uma grande mudança: passou a haver mais informação que chegou a outros meios, como por exemplo às escolas, que começaram a procurar o Clube com o objectivo de os miúdos experimentarem as actividades de mar. Nota-se que os mais novos inscrevem-se nas modalidades que o CNH proporciona por conhecerem e gostarem. Não se verifica com tanta incidência aquela transmissão familiar que havia. E isto é positivo, porque o leque abriu-se. Uma das funções do Clube passa precisamente por dar a conhecer as modalidades náuticas aos jovens da ilha. E isso tem acontecido. No caso da Vela, este desporto tem funcionado como um instrumento de inserção e igualdade de pessoas com mobilidade reduzida. De realçar que temos um projecto pioneiro a nível Açores designado “Vela Para Todos - Faial Sem Limites”, que vai ao encontro de pessoas portadoras de deficiência.
Acho que estamos no bom caminho e que a divulgação de toda a actividade do Clube tem sido muito bem feita através da Página, com reflexos na Comunicação Social.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quais as suas expectativas para este mandato?
Olga Marques: Espero que consigamos concretizar todos os projectos previstos e que não nos faltem os apoios financeiros para conseguirmos alcançar os nossos desideratos. E neste capítulo, devo realçar que nos últimos tempos tem imperado de forma muito consciente uma grande política de poupança, que está no seu limite. O CNH tem vindo a fazer cada vez mais com o mesmo ou menos e, por causa desta dinâmica, tem havido um aumento da procura. Se nesta conjuntura temos sido capazes de aumentar sistematicamente a nossa acção, imagine-se a espiral de actividade num ambiente financeiro confortável.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Considera importante a componente do voluntariado?
Olga Marques: Se não fosse o voluntariado que temos, acho que seria impossível fazermos muito do que tem sido uma realidade. As pessoas colaboram porque gostam do Clube e nalguns casos têm a tal ligação familiar de que falei há pouco. Eu própria também me aproximei mais do Clube pelo facto de os meus filhos terem feito Natação. Há um elo que fica. Na minha juventude também pratiquei Vela Ligeira (Optimist), mas sem dúvida que foi pelos meus filhos que me deixei envolver pelo trabalho desta casa, que utiliza todos os recursos para conseguir atingir o patamar a que chegou.
De uma forma generalizada, a população faialense reconhece o nosso trabalho. E ao nível das autoridades, penso que isso também é uma realidade, embora esse reconhecimento deva ser sempre reforçado, pois o CNH é o único nos Açores que tem um atleta de Alta Competição, num Projecto Olímpico, que também funciona como um embaixador do Clube, do Faial e dos Açores no Mundo.
Aquilo que fazemos, em 14 modalidades, está bem à vista de todos. Os resultados são públicos, assim como o Plano de Actividades e os objectivos. Seria engraçado fazer um estudo que medisse a relação entre os apoios recebidos e os projectos implementados, com resultados, entre o CNH e outras instituições regionais. Certamente que íamos perceber que há entidades que são muito mais apoiadas e cujo grau de execução é muito inferior ao nosso. É inegável o papel desempenhado pelo Clube Naval da Horta como pilar de desenvolvimento social, económico, turístico e ambiental da Região Açores.