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Assembleia-Geral revelou saúde financeira em equilíbrio estável: “Clube Naval da Horta precisa de apoio para conseguir evoluir com qualidade”

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Desde há 4/5 anos que o Clube Naval da Horta (CNH) vive uma profunda contradição, ou seja, tem vindo a expandir a sua atividade, mas a mesma não é acompanhada do respetivo envelope financeiro. Por isso, o Presidente da Direção, José Decq Mota, garante que esta instituição está “a fazer mais com o mesmo”.

“Esta contradição – frisa o mais alto Dirigente do CNH – não nos permite ir pelos aspetos qualitativos. Conseguimos realizar todas as provas calendarizadas e até mais, em que se regista grande número de voluntários, sócios, dirigentes e jovens, com notório empenho, mas não conseguimos evoluir qualitativamente”. E tudo, porque essa urgente e imprescindível evolução qualitativa “obriga a iniciativas que acarretam despesa”.  

José Decq Mota afirma, desassombradamente, que “a capacidade de organizar eventos está instalada, mas são insuficientes os apoios para o completo aproveitamento dessa capacidade”.

Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas de 2016, bem como a Apresentação, discussão e votação do Plano de Atividades para 2017, além da Proposta para uma Campanha de Angariação de Sócios, eram alguns dos pontos da Ordem de Trabalhos da Assembleia-Geral do CNH, realizada na noite desta quinta-feira, dia 27, no Bar do Clube.

Na Assembleia, pautada pela “aprovação unânime” dos assuntos discutidos, o Técnico Oficial de Contas (TOC) do CNH, David Marcos, explicou, “de forma extensa e fundada”, todos os documentos da contabilidade, tendo “apresentado os indicadores que mostram a saúde económica em equilíbrio estável do CNH, situação em que o Clube já vive há muitos anos”. Naturalmente, que o Mestre deste enorme barco se congratula pelo facto de as contas terem sido “fechadas no positivo em 2016”, contrariamente ao que se havia registado em 2015.

Uma das razões que tem contribuído para a manutenção deste equilíbrio financeiro, prende-se com o facto de “esta instituição não ter passivo bancário”, tendo sido política de todas as direções contornar a tentação de contrair empréstimos bancários com o intuito de realizar atividades, o que tem sido recorrente por parte de outros clubes. “E esta Direção continuará a seguir essa linha de ação”, assevera José Decq Mota, caso contrário estaria iniciado o desequilíbrio estável. “É impensável fazermos uso de meios emprestados sem ter a garantia de que os mesmos poderiam ser cobertos”.  

Em abono da verdade, este Responsável recorda que “a estabilidade e a boa gestão que tem norteado esta casa não é só trabalho das recentes direções mas, sim, algo que vem desde há muitos anos”.

O Presidente da Direção do CNH entende que “estes são indicadores fortes e mais do que suficientes para que as entidades oficiais e os patrocinadores tenham confiança neste Clube e naquilo que ele faz”. E realça: “É fácil de se perceber que, para que o Clube Naval da Horta possa atingir a evolução qualitativa na Travessia do Canal, na Regata Atlantis Cup ou no Encontro Internacional de Vela Ligeira, precisa de mais algum apoio, ultrapassando este quadro económico e financeiro equilibrado, mas muito comprimido. Com apoios ligeiramente maiores poderíamos melhorar, substancial e qualitativamente, a prática desportiva do CNH. Isto é pensar e trabalhar para a verdadeira promoção do Faial e dos Açores como destino náutico, mas esta mensagem ainda não foi integralmente percebida”.

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“Faltam meios pela escassez dos apoios”, refere este Dirigente, que explica: “Os critérios que são usados em relação ao CNH por parte das entidades oficiais – e não me estou a referir à área do Desporto, porque isso está regulado por lei, mas sim a outras áreas, nomeadamente no que diz respeito à promoção do Faial e dos Açores e que tem a ver com a área do Turismo – não são critérios idênticos àqueles que são usados com outras instituições de outros lugares. Os apoios existem, mas estão definidos por padrões que são limitados e limitativos”.

Tudo isto exige do atual elenco diretivo “uma gestão extremamente rigorosa na realização da despesa”, uma vez que “o CNH sabe com o que conta a partir do padrão (restrito) do ano passado e não com a realidade”.

A Campanha de Angariação de Sócios, abordada e aprovada nesta Assembleia-Geral, vai arrancar no dia 2 de Maio e termina a 31 de Dezembro próximo. Trata-se de uma iniciativa “extremamente importante, não só pelo significado que tem nas contas do Clube, já que estamos a falar de uma receita que representa 30 mil euros anuais, mas, sobretudo, porque essa massa associativa é sinónimo de uma ligação muito forte à sociedade. Há sócios que o são pela prática das suas atividades no sentido de terem os barcos na Marina, outros porque são praticantes – ou os filhos – das mais variadas modalidades que o Clube oferece, mas, também há sócios muito antigos, que já representaram as cores do CNH e que mantêm uma relação estreita e amigável com o Clube. Esta interação é fundamental”.

A campanha em marcha vem, portanto, não só permitir a adesão de novos sócios como, ainda, dar a oportunidade àqueles que já o foram e, que, por qualquer motivo perderam este estatuto, o possam readquirir, estando isentos do pagamento de joia (valor equivalente a um ano de quotização).

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