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Mariana Rosa e Maísa Silva do CNH, representam os Açores nos Jogos das Ilhas Martinica 2017

acores jogos ilhas martinica 2 2017
Duarte Araújo e a Selecção Regional formada pelos velejadores Henrique Medeiros, Duarte Barcelos, Mariana Rosa e Maísa Silva, acompanhados pelo representante da ARVA, António Pedro Oliveira


Ficar no pódio dos Jogos das Ilhas que arrancaram hoje, dia 9, em Martinica, é o desejo do Treinador da Selecção Açoriana, Duarte Araújo, mas ele sabe que pela frente há adversários de peso como a Sicília e a Córsega. A Capitã da Equipa, Mariana Rosa, terá ainda a missão de ajudar os estreantes.


Começaram hoje, dia 9, em Fort-de-France, na Martinica, os Jogos das Ilhas 2017, que terminam no próximo domingo, dia 14. A representar o Arquipélago dos Açores está uma Selecção composta pelos melhores Velejadores da Região: Mariana Rosa e Maísa Silva, do Clube Naval da Horta (CNH), que são, respectivamente a 1ª e a 2ª do Ranking Regional Feminino; Henrique Medeiros, do Clube Naval de Ponta Delgada (CNPD); e Duarte Barcelos, do Clube Naval da Praia da Vitória (CNPV), igualmente os dois primeiros do Ranking Regional Masculino.

E o apuramente para este Campeonato seguiu precisamente o critério de encontrar os melhores em cada um dos géneros, tendo o resultado sido este, revelador de trabalho empenhado.

O Treinador da Selecção Açoriana, Duarte Araújo (Treinador de Competição do CNH), diz abertamente que gostava que os “seus” atletas ficassem no pódio, sublinhando que “os participantes não são muitos”, embora também seja desconhecido o seu potencial. Quanto aos adversários, sabe que “a Sicília e a Córsega são muito fortes” e que “a Martinica tem vindo a melhorar a cada edição, além de contar com o factor casa, o que lhes dá a vantagem de conhecer o campo de regatas, tal como aconteceu com os açorianos quando ganharam na Terceira”.

Recorde-se que os Jogos das Ilhas estiveram interrompidos durante alguns anos, pelo menos para a modalidade da Vela, mas desde que recomeçaram, há dois anos, na Terceira, o CNH tem tido sempre participantes.

A edição que decorreu na ilha Terceira contou com os velejadores faialenses Tomás Pó, Mariana Luís e Rita Branco. Em Palma de Maiorca, no ano passado, participaram Tomás Pó e Mariana Rosa, novamente do Clube Naval da Horta.

Tendo em conta que a actual Campeã do Ranking Regional Feminino (Mariana Rosa), já conta com a participação na edição de 2016, este ano assumiu as funções de Capitã da Equipa “e a sua liderança vai ajudar os velejadores mais novos, que se estreiam agora nos Jogos das Ilhas”, garante o Treinador.

“O Faial está no topo da classificação”

Questionado sobre a motivação destes atletas, Duarte Araújo refere que os velejadores que teve a oportunidade de orientar, no Estágio realizado em Almada, “têm a perfeita noção de quem estão a representar nesta participação”. E realça: “Sabem que os colegas do Campeonato Regional se esforçaram ao máximo para estar onde eles estão agora, sabem que representam o Faial, a Terceira e São Miguel e os Açores no seu todo. A presença deles aqui, na Martinica, e a forma como se conduzirem será em representação dos Açores e de Portugal”.

Quanto ao grau de conhecimento da Selecção Regional, uma vez que são de três ilhas diferentes, este Técnico considera que “poderia ser maior”, mas entende que “esse aspecto é, também, uma parte muito significativa destas participações, pois são atletas de sítios e realidades diferentes, mas que se encontraram devido à sua ambição e vontade de vencer. Por essa razão, são muito mais semelhantes do que aquilo que possam pensar”.

Duarte Araújo diz, assumidamente, que “a presença de velejadores do Clube Naval da Horta nesta Selecção indica que o Faial, através do CNH, está no topo da classificação”.

“Jogos das Ilhas servem para afirmar a Autonomia”

Para o Treinador da Selecção dos Açores, “estas provas constituem uma excelente oportunidade para conhecer realidades muito diferentes da nossa, mas com problemas semelhantes, sendo possível apreender outras soluções para os mesmos problemas. Os Jogos das Ilhas servem, também, para afirmar a Autonomia”.

Quanto àquilo que classifica como um bom resultado, Duarte Araújo prefere esperar para ver a qualidade dos velejadores presentes, as condições para navegar e as opções tomadas. E remata: “Tanto pode haver um 3º classificado muito bom, como um 2º muito mau, depende do que vier a acontecer”.

A viagem dos nossos atletas começou no dia 7 entre o Faial e a Terceira e culminou em São Miguel, em termos regionais. Depois, a comitiva açoriana rumou para Lisboa, onde se juntou a outros desportistas, seguindo para Paris. No dia 8 chegaram a Martinica e o cenário era todo rosa, como comprova a fotografia abaixo reproduzida.

Duarte Araújo explica que o facto de terem de levar as mastreações, velas, lemes e patilhões, “complica a deslocação”, mas o material é parte integrante e fundamental da bagagem dos velejadores.

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A chegada a Martinica

gab imprensa cristina