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Velejadores do CNH distinguidos na XVI Gala do Desporto Açoriano, no Faial
Rui Dowling, Campeão Nacional de Vela Adaptada em 2016, foi galardoado e demoradamente aplaudido na XVI Gala do Desporto Açoriano 2017, que decorreu no Faial
Rui Silveira: “Sinto-me satisfeito por ter capacidade e qualidade para representar os Açores no mundo”
Rui Dowling: “Este galardão constitui um estímulo para elevar o nível competitivo”
“O desporto federado está bem estabilizado nos Açores, com mais de 23 mil licenças desportivas, das quais 70 por cento são jovens. A prática feminina ronda os 30 por cento, o que é melhor do que a nível nacional”. Afirmações proferidas pelo Director Regional do Desporto, António Gomes, na cerimónia da entrega dos galardões da XVI Gala do Desporto Açoriano 2017, que decorreu na tarde desta quinta-feira, dia 25, na Escola Secundária Manuel de Arriaga da Horta (ESMA), na ilha do Faial.
Esta “cerimónia especial”, como a classificou António Gomes, foi marcada pelo Desporto e pela Música, importantes áreas de formação das camadas mais jovens. Tal como os desportistas, também os músicos demonstraram que é preciso trabalhar muito para alcançar o sucesso.
A abrir, assistiu-se a várias interpretações musicais do Conservatório Regional da Horta:
- “Etude Caprice” de Georg Goltermann;
- “Romantic Aria”, de N. Karsh
Violoncelos: Zakhar Starinski e Natalia Bauer;
Piano: Marcelo Guarini
- “Minuete” de J. Hayden
- “No caloiro” de N. H’ina
Violinos: Natalia Horobets, Clara Oliveira, Joana Regelo e Júlia Caldeira
Piano: Olga Gorobets
A encerrar, o público foi brindado com a atuação de ballet do Conservatório Regional da Horta:
- “Os Pássaros”
Bailarinas: Rita Alvernaz, Diane Silveira e Ana Reis
Professora: Aline Désprès
Dirigindo-se a uma plateia também especial, composta na sua maioria por jovens, o governante chamou a atenção para “o momento alto e solene” que se ia viver, agraciando e reconhecendo o trabalho dos melhores no Desporto dos Açores. Por isso, aconselhou os mais novos a seguir este exemplo e a guardá-lo para sempre, lembrando que “nada se faz sem esforço, trabalho e dedicação”.
O Diretor Regional do Desporto falou incisivamente para esta plateia maioritariamente jovem
António Gomes deixou um abraço fraterno de agradecimento àqueles que distinguiram, enaltecendo o que fizeram em prol do desenvolvimento do desporto, tendo o agradecimento sido extensivo à Escola Secundária e aos alunos. Este político acredita que o movimento desportivo dos Açores “é um sinal de liberdade de todos e uma escola de cidadania ativa em que os desportistas e dirigentes são um exemplo reconhecido”.
Falando para os dirigentes, sublinhou que, “trabalhar em prol dos mais novos, é uma grande expressão de cidadania”. E realçou: “O desporto nos Açores conta com um grande reconhecimento por parte da sociedade, tendo como princípios a ética, a tolerância e a cooperação”.
Pedindo desculpa a todas as outras áreas, António Gomes dirigiu uma palavra especial à evolução do desporto adaptado, salientando a excelência dos resultados alcançados.
Nesta cerimónia, que “constituiu uma justa homenagem” a todos os que brilharam na exigência das metas traçadas, foram galardoados: Seleções Nacionais: Rui Silveira Resultados e Classificações Nacionais - Desporto Adaptado: Rui Dowling, ambos velejadores do Clube Naval da Horta; Personalidades: Francisco Gonçalves, Hélio Duarte, José Pinho e Vítor Medeiros.
Esta sessão contou com a colaboração da ARVA, do Conselho de Administração da ESMA, da Escola Básica Integrada da Horta e da Urbhorta.
Rui Silveira delegou no Presidente do CNH a confiança de receber o galardão que lhe foi atribuído, o que deixou José Decq Mota visivelmente agradado
O velejador (Classe Laser Standard) de topo do Clube Naval da Horta tem os olhos postos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020
Por decisão consensual entre Rui Silveira, o seu Treinador e a Federação Portuguesa de Vela, foi decidido que, na impossibilidade do velejador estar presente no Faial, receberia o galardão em seu nome o Presidente da Direção do Clube Naval da Horta, José Decq Mota. Este Dirigente explica que, “uma vez que o velejador Rui Silveira se encontra numa intensa fase de treino, visando a prova no Canadá, no próximo mês, (Campeonato Norte-Americano), foi entendido que a sua vinda ao Faial implicaria perder, pelo menos 3 dias de elevada preparação, o que seria muito prejudicial nesta fase decisiva”. José Decq Mota realça que “este atleta se encontra num patamar de exigência muito elevado, fruto do excelente percurso que tem vindo a fazer e com os olhos postos nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio”.
Neste estrelato de glória, o mais alto Responsável pelos destinos do CNH sublinhou o pioneirismo desta instituição náutica na introdução, nos Açores, do Desporto Adaptado e inclusivo da pessoa com mobilidade reduzida, uma parceria entre o CNH e a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), celebrada no fim de 2011. Neste campo, frisou “o grandioso trabalho” que tem sido levado a cabo por Nilzo Fialho (Técnico da APADIF) e por João Duarte (Treinador do Clube).
José Decq Mota assinala “o esforço e dedicação de Rui Dowling”, reconhecido e longamente aplaudido nesta Gala, “mas, também, a dedicação dos restantes desta Classe, onde se encontram vencedores e potenciais campeões”. Este Dirigente revelou que estão a ser envidados esforços para que a Vela Adaptada seja implementada noutras ilhas, a fim de que possa ser organizado um campeonato regional, “muito motivador e importante para estes atletas”.
O Presidente da Direção do clube naval mais dinâmico dos Açores, vinca “o enorme orgulho” que o CNH sente pelo facto de dois distintos e premiados velejadores terem sido galardoados na Gala do Desporto Açoriano deste ano, “sinal de reconhecimento do importantíssimo trabalho que têm vindo a realizar e dos excelentes resultados obtidos”. E remata: “Sendo o Clube Naval da Horta a entidade primeira que apoia estes atletas de prestígio, naturalmente que os galardões de hoje nos enchem de vaidade”.
No momento em que foi contactado pelo Gabinete de Imprensa do CNH, Rui Silveira acabava de completar um treino, pelo que acusava cansaço. A propósito do galardão atribuído – o que já aconteceu em anos anteriores – este velejador de topo afirma que se sente “agradecido e feliz pelo reconhecimento do seu trabalho”, referindo “o apoio fundamental da Região Açores na evolução da sua carreira desportiva”. Contudo, Rui Silveira também se sente “muito satisfeito por ter capacidade e qualidade – cada vez maior – para representar os Açores de uma forma digna no mundo”, destacando “o contributo decisivo” de poder contar com pessoas que querem tanto quanto ele o seu sucesso.
Rui Dowling, a viver uma fase dourada – como realizador e velejador – disse estar “muitíssimo satisfeito”, dedicando este galardão à sua Família, a João Duarte, a Nilzo Fialho e ao Clube Naval da Horta, de quem recebeu “apoio e incentivo para chegar até aqui”. Este velejador considera “importante” esta distinção na medida em que “constitui um estímulo para continuar e elevar o nível participativo e de competição”. Os pais – o maior suporte deste atleta – dizem que o Rui lhes dá “muitas alegrias”. Em dois dias consecutivos, este jovem faialense viveu destacados e marcantes momentos na sua vida, sinal da força que têm a vontade e o querer.
Nilzo Fialho (Técnico da APADIF); José Decq Mota (Presidente do CNH); Rui Dowling (Campeão Nacional de Vela Adaptada em 2016), Jorge Macedo (Presidente da ARVA) e João Duarte, Treinador de Vela Adaptada do CNH
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