Notícias
Festival Náutico 2017: Testemunhos sobre o mítico Caldo de Peixe, o Festival Náutico e a Semana do Mar
José Melo, o 2º da esquerda para a direita, em colaboração com a equipa de serviço no CNH, deliciou todos quantos aceitaram o Convite para o Caldo de Peixe mais famoso do Faial
Para que uns se divirtam, outros têm de trabalhar, caso contrário não há festa. Na casa do maior Festival Náutico de Portugal, o Clube Naval da Horta (CNH), o trabalho conta com a colaboração de muitos e dedicados Voluntários, uns Sócios, outros Amigos, que, generosa e alegremente, dão de si e do seu bem mais precioso: o tempo.
Manuel Melo, o cozinheiro de serviço, Sócio do Clube Naval da Horta desde 1972, diz que este é o 3º ou 4º ano que se responsabiliza pelo afamado Caldo de Peixe do CNH, que orgulhou quem o confecionou.
Acedendo ao convite formulado pelo CNH e habituado a cozinhas, as sopas do Espírito Santo e a empreitadas semelhantes, José Melo conta sempre com a sua equipa: António Pereira e João Romano, assim como com outros colaboradores, que neste caso a fotografia documenta.
Este sábado, dia 5, foram mais de 4 horas passadas na preparação e confecção desta apetecível ementa, cujo trabalho representa a oferta deste Voluntário. A recompensa pode ser a satisfação de quem come.
O peixe, 60 quilos de cântaro, congro e boca negra, foi oferecido pela Associação de Produtores de Espécies Demersais (APEDA), cujo Presidente, Jorge Gonçalves, também deu o seu contributo como Voluntário (o 5º na fotografia, da esquerda para a direita).
Na hora de satisfazer o apetite, a fila era bem grande, mas havia garantia de que os grandes tachos continham manjar para 300 convidados.
“Convivência entre atletas de várias modalidades”

António Menezes Porteiro
“O Caldo de Peixe oferecido pelo Clube Naval da Horta pode ser visto como o símbolo da unidade entre pessoas de várias proveniências. Permite o convívio entre atletas de diferentes modalidades náuticas e é demonstrativo do bom acolhimento que o Clube tem para com todos os que o procuram, sendo um selo da qualidade do Festival Náutico para todos quantos passam pelo Faial. Constitui uma oportunidade para as pessoas se conhecerem melhor e fazerem novas amizades”.
“Recebemos um amável convite para o Caldo de Peixe”

Christine e Michael
“Somos de Inglaterra e estamos no Faial durante 3 semanas. Viemos no nosso iate chamado “Hannah”, que se encontra na Marina da Horta. Recebemos um amável convite para o Caldo de Peixe e aqui estamos, pois adoramos comer peixe. O Faial é um lugar maravilhoso, onde tudo é central e acessível. Vamos a pé para todo o lado. A comida é boa, nota-se que tudo está limpo e as pessoas são simpáticas. Aqui, vê-se gente saudável, que pratica desporto. Estamos a adorar!”
“O Caldo de Peixe é o único aspeto da Semana do Mar que não é mercantil”

António Luís
“O convívio é importante, assim como o facto de as pessoas se conhecerem e falarem umas com as outras. O Caldo de Peixe é o único aspeto da Semana do Mar que não é mercantil. Tenho a certeza de as pessoas de fora da ilha percebem o espírito disto e gostam, pois já se perdeu na terra deles, nos Açores”.
“É a única festa dos Açores que tem um Festival Náutico digno de ser apresentado em qualquer parte do mundo”

Francisco Ferraz da Rosa
“Sou terceirense, mas tenho uma costela do Faial, pois sou filho e neto de faialenses. Meu pai era o Eduardo Rosa Junior e eu desde os 7 anos que visito o Faial. Posso dizer que sou um terceirense apaixonado pelo Faial. Venho à Semana do Mar desde 1982 e nos últimos anos tenho sido colaborador do Clube Naval da Horta, instituição de que sou sócio, com as quotas em dia.
Anteriormente vinha para assistir ao Festival Náutico, mas em 2016 colaborei com a Direção na dinamização da Secção de Windsurf e este sábado, dia 5, deu-me um particular gozo fazer Windsurf com alguns dos meus antigos atletas. Sou atleta federado do CNH na modalidade de Windsurf. Sinto-me em casa no Clube Naval da Horta e vim para colaborar em tudo o que estiver ao meu alcance. O Presidente desta casa, o sr. José Decq Mota, é uma pessoa impecável, que me deixa sempre à vontade. Vejo-o como um irmão mais velho. Aqui, respira-se um bom ambiente!
Gosto muito da Semana do Mar, porque entendo que é a única festa dos Açores que tem um Festival Náutico digno de ser apresentado em qualquer parte do mundo. É um privilégio para os Açorianos poderem ter um Festival desta envergadura. E aproveito para lançar o desafio a todos os desportistas náuticos para que tenham como objetivo futuro a participação neste Festival Náutico.
Gostava que isto ficasse escrito, pois até hoje nenhum jornalista quis registar o que vou dizer a seguir. Lamento, profundamente, que as Festas da Praia da Vitória coincidam, propositadamente com a Semana do Mar. Não havia necessidade alguma desta sobreposição até, porque, há uma data histórica evocativa da batalha da Praia, ocorrida a 11 de Agosto de 1829, que poderia perfeitamente servir de mote às Festas da Praia da Vitória. A batalha da Praia foi um combate naval na baía da então Vila da Praia, em que forças Miguelistas intentaram um desembarque naquele trecho do litoral da Ilha Terceira. A derrota dos Absolutistas neste reencontro foi decisiva para a afirmação e posterior vitória das ideias liberais em Portugal.
Tenho constatado que há uma procura enorme pela Semana do Mar e neste momento a capacidade hoteleira do Faial está completamente lotada.
Sou radioamador e gosto muito de música. Atualmente faço parte do Grupo “Haja Baile”, da Escola António José de Ávila. Não me importava de mudar definitivamente para o Faial, caso encontrasse uma faialense com quem me identificasse...
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.