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CNH colabora na Campanha Limpa (A Fundo) que se realiza este sábado, dia 18 – Inscrições até dia 16
À semelhança do que vem acontecendo anualmente, o Clube Naval da Horta (CNH) aceitou ser parceiro da Campanha Limpa (A) Fundo 2017, uma iniciativa conjunta do Observatório do Mar dos Açores (OMA) e da Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA), que conta com a colaboração de muitas outras entidades.
Esta iniciativa tem início marcado para as 10 horas do próximo sábado, dia 18, no Porto da Horta, no Cais Comercial e no Pontão K, junto ao edifício de Controlo da Marina da Horta.
Os Voluntárrios – equipas de mergulho (escafandro e apneia) e de terra – podem inscrever-se até a esta quinta-feira, dia 16, através dos seguintes endereços electrónicos: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. O Clube Naval da Horta também aceita inscrições na Secretaria.
Os Voluntários envolvidos, ano após ano, atingem largas dezenas, entre miúdos e graúdos. Muitos deles estão ligados ao CNH
A Campanha Limpa (A) Fundo 2017 pretente, ainda, assinalar o Dia Nacional do Mar, que se comemora a 16 de Novembro, contando com actividades por todo o país.
Tal como aconteceu nas edições anteriores, esta Campanha insere-se, uma vez mais, na iniciativa “Clean Up the World” (www.cleanuptheworld.org) bem como na Semana Europeia dos Resíduos (www.ewwr.eu).
Carla Dâmaso, do OMA, recorda que esta Campanha teve o seu início em 2001 “e tem vindo a realizar-se sempre no Porto da Horta, mas em locais diferentes, de forma rotativa”. A limpeza é feita numa área aproximada de 200m2 (numa faixa de 5mx40m).
No fundo do mar, encontra-se lixo muito variado
“Infelizmente, este problema do Lixo Marinho não está circunscrito à Baía da Horta. Por uma questão logística (e a logística de organização de um evento deste tipo é bastante pesada), o OMA organiza esta limpeza de forma regular na ilha em que está sedeado, ou seja, o Faial, mas existem acções de limpeza um pouco por toda a parte, embora sem carácter regular”, sublinha.
O mar não é caixote do lixo
11 toneladas de lixo entre 2007 e 2016
Esta bióloga marinha explica que “desde 2013 que todo o lixo recolhido, que se encontra em condições de ser reciclado, é encaminhado para o efeito”. E acrescenta: “Nesta parte, temos um grande apoio por parte da Câmara Municipal da Horta. O lixo é classificado e pesado para, posteriormente, se poder perceber tendências nas quantidades e tipologia de lixo dentro do Porto da Horta.
Temos registo dos pesos recolhidos desde 2007 e posso dizer que entre 2007 e 2016 foram recolhidas cerca de 11 toneladas de lixo”.
A propósito desta quantidade, Carla Dâmaso lamenta que “continue a haver mais lixo do que aquele que seria desejável”, mas frisa que “a Marina da Horta é uma das mais movimentadas do Mundo e, que, para além disso, também há muito lixo que o mar traz e que não tem origem directa em terra”.
Questionada sobre o estado do fundo do mar, esta investigadora salienta que “existem dois estudos realizados pelo IMAR: um no Canal Faial-Pico e outro no Monte Submarino Condor. Nestes dois sítios, o lixo predominante é composto por aparelhos de pesca. As quantidades são relativamente baixas em comparação com outros locais do Mundo”. E revela que “estão em curso outros estudos, no âmbito dos projectos AZORLIT e LIXAZ que têm como objectivo determinar, também, o impacto do lixo marinho nos animais, e os primeiros resultados não são muito animadores”.
A Campanha Limpa (A) Fundo termina sempre com um lanche, um momento destinado a retemperar as forças depois da energia despendida na caça ao lixo, separação e pesagem do mesmo mas, sem dúvida, que constitui igualmente uma excelente oportunidade para vincar a urgência de todos sermos mais conscienciosos na forma como tratamos o mar.
O OMA e a APEDA convidam a população a colaborar nesta iniciativa, tornando o Mar mais limpo.
Limpar a fundo com boa disposição
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