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José Decq Mota participou na Cerimónia de Assinatura do auto de entrega do salva-vidas “António Crista” à Região e à Associação “Amigos do Canal”

José Decq Mota participou como elemento directivo da Associação “Amigos do Canal” e como convidado enquanto Presidente da Direcção do CNH

O Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, foi convidado para participar na Cerimónia de Assinatura do auto de entrega do salva-vidas “António Crista” à Região Autónoma dos Açores e à Associação “Amigos do Canal”, que decorreu no passado dia 17, na ilha do Pico. Refira-se que José Decq Mota participou neste evento com dupla função, se tivermos em conta que integra a Direcção da Associação “Amigos do Canal”, juntamente com Manuel Tomás e Eduardo Sarmento.

Recorde-se que a 6 de Abril deste ano era noticiado que o Governo Regional dos Açores tinha dado luz verde à Associação “Amigos do Canal” para avançar com a motorização da lancha “Espalamaca”, não assumindo compromissos financeiros.

A histórica embarcação, que desempenhou papel central nas ligações marítimas entre as Ilhas do Triângulo – Faial/Pico/São Jorge – encontra-se em trabalhos de recuperação, nos estaleiros de Santo Amaro do Pico.

Na altura, foi dito que a referida Associação esperava estabelecer antes do Verão um protocolo que pudesse garantir a motorização da lancha.

A valorização do património marítimo das ilhas do Faial e do Pico é um dos principais objectivos desta Associação, que quer que a lancha “Espalamaca” volte a navegar.

Museu de Marinha vai contar história da baleação açoriana

A história da baleação açoriana vai integrar o Museu de Marinha nacional. A abertura do núcleo sobre uma importante actividade económica desenvolvida nos Açores foi anunciada pelo secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, durante a assinatura do auto de entrega do salva-vidas “António Crista” à Região Autónoma dos Açores e à Associação “Amigos do Canal”.

assinat auto entrega antonio crista 1 2017

“A cedência dos motores do salva-vidas é mais um contributo para aprofundar a “ligação estreita” entre a Marinha Portuguesa, a Autoridade Marítima e os Açores”

Na cerimónia, integrada nas comemorações do Dia do Mar – ocorrido a 16 do corrente – Marcos Perestrello assumiu que é de “inteira justiça” que a história da baleação seja apresentada aos visitantes do Museu de Marinha. “Estamos a desenvolver uma parceria com o Museu da Marinha para que seja possível criar um núcleo de desenvolvimento a fim de transmitir o conhecimento e sensibilizar todos os visitantes para a importância que teve a actividade baleeira nos Açores, contribuindo para transmitir e expandir para o exterior da Região a actividade baleeira que hoje é um importante atractivo do ponto de vista turístico”. Ao mesmo tempo, Marcos Perestrello assumiu que a cedência dos motores do salva-vidas é mais um contributo para aprofundar a “ligação estreita” entre a Marinha Portuguesa, a Autoridade Marítima e os Açores, que se traduz no relacionamento “próximo e bom” que os oficiais da Marinha têm com as autoridades locais e com a população.

Na cerimónia, o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, destacou a colaboração “fundamental” da Marinha Portuguesa na motorização da “Espalamaca”, salientando que essa ajuda permite, também, que o casco metálico seja utilizado no âmbito das actividades pedagógicas da futura Escola do Mar, localizada na cidade da Horta.

Avelino Meneses lembrou que depois da recuperação daquela lancha visar a sua exposição no Porto Velho da Madalena, como bem museológico, o Governo dos Açores admitiu a motorização à responsabilidade da Associação “Amigos do Canal”, numa demonstração de que “governar é também ouvir para melhor entender e decidir”.

Mark Silveira, presidente do Município de São Roque, lembrou, por seu turno, o significado da cerimónia se realizar no concelho onde a “Espalamaca” nasceu e está a ser reparada, realçando a importância da sua integração no espólio do futuro Museu da Construção Naval de Santo Amaro: “Essa utilização mista de mar para fins turísticos e como peça museográfica é um casamento perfeito para o destino final da histórica embarcação de passageiros”.

"Espalamaca” poderá regressar ao mar no próximo Verão

lancha espalamaca 2017

A “Espalamaca” servirá como elemento museológico e turístico, tornando-se numa lenda viva

O regresso ao mar da “Espalamaca” pode acontecer no próximo Verão. Essa é, pelo menos, a expectativa da “Associação de Amigos do Canal”.

Na assinatura do auto de entrega do salva-vidas “António Crista” à Região e à Associação, o presidente Manuel Tomás assumiu que o processo nunca esteve tão perto de ficar concluído, embora ainda existam vários entraves. “Nunca estivemos tão perto de conseguir que a “Espalamaca” volte a navegar, embora não seja tão fácil como eu esperava inicialmente. No entanto, esta não é a altura de desistir. É a altura para iniciar a navegação e gostaríamos que o regresso da “Espalamaca” ao mar acontecesse no próximo Verão, mas ainda não há nenhuma garantia”.

Texto e fotografias cedidos por: Jornal “Ilha Maior”